- O filme “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” foi lançado em 2025.
- A nova abordagem apresenta heróis em busca de conhecimento e uma protagonista feminina forte, Sue Storm, interpretada por Vanessa Kirby.
- Os heróis não são mais defensores da América, mas parte de uma aliança global contra uma ameaça intergaláctica.
- O filme enfrenta críticas de grupos conservadores por sua diversidade e inclusão.
- A DC Comics também lida com críticas em seu filme “Superman”, que aborda questões políticas atuais.
Em 1961, a construção do Muro de Berlim marcou a divisão da Guerra Fria, enquanto a Marvel lançava a HQ do Quarteto Fantástico, refletindo a tensão da corrida espacial entre EUA e URSS. Agora, em 2025, o filme Quarteto Fantástico: Primeiros Passos traz uma nova abordagem, com heróis em busca de conhecimento e uma protagonista feminina mais forte.
A nova adaptação apresenta os heróis não como defensores da América contra os soviéticos, mas como parte de uma aliança global diante de uma ameaça intergaláctica. O diretor Matt Shakman insere elementos contemporâneos, destacando Sue Storm, interpretada por Vanessa Kirby, que ganha mais protagonismo, enquanto Johnny Storm, o Tocha Humana, vivido por Joseph Quinn, se distancia de comportamentos problemáticos.
A mudança ideológica reflete a evolução da sociedade e a necessidade de os super-heróis se adaptarem aos novos tempos. O filme, que já enfrenta críticas de grupos conservadores, é rotulado como “woke” por sua diversidade e inclusão. Pedro Pascal, no papel de Reed Richards, e Ebon Moss-Bachrach, como Coisa, também fazem parte desse elenco diversificado.
Enquanto isso, a DC Comics também enfrenta desafios semelhantes com seu filme Superman, que foi criticado por sua abordagem política. O diretor James Gunn destaca que o herói, um imigrante, defende todos, independentemente de origem, em um contexto que ecoa a atual política anti-imigração nos EUA.
Essas adaptações refletem a necessidade de os estúdios de Hollywood se posicionarem em meio a um cenário de polarização política. O sucesso financeiro de filmes que abordam questões sociais, como o novo Superman, mostra que heróis com causas ainda são lucrativos e relevantes.
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