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Ritmos de ‘Sirāt’ e a cultura rave influenciam novas gerações de jovens

A película "Sirāt" propõe uma reflexão sobre a cultura rave como forma de resistência política diante da crescente exclusão social.

Sirāt, filme de Óliver Laxe. (Foto: Filmes Da Ermida / El Deseo / Movistar Plus+)
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  • A cultura rave, que surgiu nos anos 80 como resposta à repressão da vida noturna no governo de Margaret Thatcher, é analisada no filme “Sirāt”, de Oliver Laxe.
  • A trama acompanha a busca de um pai e um filho por uma jovem em uma rave no deserto marroquino, refletindo sobre a política contemporânea e a exclusão social.
  • O filme questiona se a cultura rave pode ser uma alternativa política diante da ascensão da ultradireita, propondo novas formas de organização social.
  • As raves, inicialmente clandestinas, evoluíram para grandes eventos que promovem autonomia e solidariedade, funcionando como laboratórios sociais.
  • “Sirāt” sugere que a cultura rave pode ser um antídoto contra a política reacionária, promovendo uma democracia participativa e novas possibilidades de mobilização.

A cultura rave, que emergiu nos anos 80 como uma resposta à repressão da vida noturna sob o governo de Margaret Thatcher, ganha nova relevância na análise da película “Sirāt”, de Oliver Laxe. O filme narra a busca de um pai e um filho por uma jovem em uma rave no deserto marroquino, refletindo sobre a política contemporânea e a exclusão social.

A obra questiona se a cultura rave pode se tornar uma alternativa política em um cenário de ascensão da ultradireita. Laxe propõe que, em tempos de crescente exclusão, a rave pode oferecer um espaço de resistência e solidariedade, desafiando a lógica do Estado liberal democrático. A narrativa sugere que a política da rave, ao invés de buscar reformar instituições, propõe novas formas de organização social.

O filme também destaca a importância da comunidade e da experiência coletiva. As raves, que começaram como festas clandestinas em resposta à repressão, evoluíram para eventos massivos, como o teknival, que reúne milhares de pessoas. Essas celebrações se tornam laboratórios sociais, onde a autonomia e a solidariedade são cultivadas, longe do confronto direto com o Estado.

A análise de “Sirāt” sugere que a cultura rave pode ser um antídoto contra a política reacionária. Através de uma gramática política alternativa, a rave promove uma democracia participativa que se distancia dos modelos tradicionais. O uso de substâncias psicodélicas, por exemplo, é visto como uma ferramenta de introspecção e conexão comunitária, criando um forte vínculo entre os participantes.

Em um momento em que a esquerda enfrenta desafios diante do crescimento da direita, a cultura rave pode oferecer novas possibilidades de mobilização. A reflexão proposta por “Sirāt” nos leva a repensar questões fundamentais, desde modelos de consumo até a própria vida e morte, sugerindo que, através da celebração e da resistência, é possível encontrar novos caminhos para a política contemporânea.

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