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Conservadorismo diminui no Brasil, mas rejeição ao casamento LGBT+ aumenta

Rejeição ao casamento LGBT+ cresce para 47% no Brasil, apesar de leve recuo no conservadorismo, segundo pesquisa da Ipsos-Ipec.

A Parada LGBT+ em Copacabana, Zona Sul do Rio (Foto: Brenno Carvalho/O Globo)
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  • Uma pesquisa da Ipsos-Ipec mostrou um leve recuo do conservadorismo no Brasil, com um índice de 0,652 em 2025, comparado a 0,665 em 2023.
  • A rejeição ao casamento homoafetivo aumentou, com 47% dos entrevistados se opondo, enquanto 36% apoiam. Em 2021, os índices eram de 41% contra e 44% a favor.
  • O levantamento foi realizado entre 3 e 8 de julho de 2025, com duas mil pessoas.
  • A pesquisa também abordou temas como pena de morte e legalização do aborto, com 72% a favor da pena perpétua para crimes hediondos e 65% pela redução da maioridade penal.
  • A rejeição à pena de morte cresceu, com 49% dos entrevistados se opondo à proposta, refletindo experiências de violência policial entre grupos vulneráveis.

Uma pesquisa da Ipsos-Ipec revelou um leve recuo do conservadorismo no Brasil, mas também um aumento na rejeição ao casamento homoafetivo. De acordo com o levantamento, 47% dos entrevistados se opõem ao matrimônio LGBT+, enquanto apenas 36% apoiam. Este aumento na rejeição é notável em comparação com a pesquisa anterior, realizada em 2021, quando 41% eram contra e 44% a favor. O casamento entre pessoas do mesmo sexo é garantido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2013.

Mudanças no Índice de Conservadorismo

O índice de conservadorismo brasileiro, que varia de 0 (mais progressista) a 1 (mais conservador), registrou 0,652 em 2025, uma leve queda em relação a 0,665 em 2023. A pesquisa, que ouviu 2 mil pessoas entre 3 e 8 de julho, também abordou temas como prisão perpétua, pena de morte e legalização do aborto. A maioria da população ainda apoia a pena perpétua para crimes hediondos (72%) e a redução da maioridade penal (65%), embora esses índices tenham diminuído em relação ao ano anterior.

Fatores Sociais e Demográficos

A pesquisa indica que a tendência mais progressista foi impulsionada por mulheres, pessoas com mais de 60 anos e moradores das regiões Centro-Oeste e Norte. Em contrapartida, homens, moradores de capitais e aqueles com ensino superior mostraram um aumento na inclinação conservadora. Patrícia Pavanelli, diretora de opinião pública da Ipsos-Ipec, sugere que a crescente visibilidade dos casais do mesmo sexo pode ter gerado uma reação contrária entre aqueles que não tinham uma opinião formada sobre o tema.

Além disso, a rejeição a propostas de segurança pública, como a pena de morte, cresceu, com 49% dos entrevistados se opondo à ideia. Essa mudança pode estar relacionada a experiências de violência policial, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como os que recebem até dois salários mínimos. A pesquisa revela, portanto, um Brasil complexo e multifacetado, onde as opiniões sobre direitos civis e segurança pública estão em constante evolução.

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