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Cursos de deepfake ensinam a lucrar com vídeos de Lula e Bolsonaro feitos por IA

Cursos de deepfake ensinam a driblar moderação e lucrar com vídeos de Lula e Bolsonaro criados por IA, enquanto a OpenAI restringe uso político

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  • Cursos de deepfake ensinam a criar vídeos políticos com IA para lucrar nas redes sociais, usando prompts específicos para retratar Lula e Bolsonaro.
  • A OpenAI disse ter barreiras adicionais para vídeos de candidatos e orienta figuras públicas a contatar a empresa para bloquear o uso de seus rostos em conteúdos gerados.
  • A reportagem avaliou dois cursos: Escola da IA, com cerca de R$ 300, e VEO3 Dark, por R$ 20, sendo este último voltado a indicar trechos que podem levar à suspensão ou remoção em plataformas.
  • Entre os sistemas citados, o Sora, da OpenAI, não produz vídeos com áudio de pessoas sem consentimento; o Grok, de Elon Musk, busca menos moderação; e o Veo3, do Google, gera vídeos com áudio a partir de texto, mas usa rostos genéricos.
  • O processo descrito envolve o ChatGPT criando descrições de cenas, IA gerando imagens e outras ferramentas convertendo em vídeo com áudio; há restrições e monitoramento em plataformas, com casos de contestação de conteúdos políticos.

O que aconteceu: surgiram cursos que ensinam a criar vídeos políticos com IA, com o objetivo de driblar moderação e lucrar com conteúdos nas redes. As aulas descrevem, em termos simples, o fluxo copiar, colar, gerar para produzir vídeos com rostos de figuras públicas.

Quem está envolvido: os cursos Escola da IA e VEO3 Dark foram explorados pela reportagem. Instrutores explicam uso de prompts virais e ferramentas que geram imagens realistas. Participantes pagaram cerca de R$ 300 e R$ 20, respectivamente, para acesso a conteúdos e alertas de bloqueio.

Quando e onde: a matéria foi produzida no Brasil, com testes realizados pela Folha em duas formações de geração de vídeos por IA. As plataformas citadas operam em redes como X, Instagram e TikTok, onde há risco de suspensão de conteúdos.

Por que isso ocorre: a prática aproveita recursos de IA para criar conteúdos com aparência fotorrealista envolvendo figuras públicas. Modelos que produzem vídeos com áudio funcionam com limitações, e há batalhas entre plataformas e políticas de uso.

OpenAI e outras empresas: a OpenAI informou barreiras para usos políticos, proibindo conteúdos de campanha personalizados ou direcionados a grupos específicos. Afirmou permitir usos educativos, de sátira e comentários políticos, com monitoramento de gerações dentro e fora de seus sistemas.

Posição das empresas: a xAI, braço de inteligência artificial associada a Grok, afirmou ter ajustado a tecnologia após identificar conteúdos inadequados. A companhia destacou que casos de moderação variam conforme o uso, com foco na responsabilidade.

Observações da reportagem: durante demonstração, uma cena com militantes pedindo menos de uma mercadoria foi recusada, levando à substituição de nomes para evitar violar regras de representação de figuras conhecidas. O Sora, da OpenAI, não gera vídeos com áudio de pessoas sem consentimento, segundo política interna.

Atualização e contatos: a OpenAI informou que pessoas públicas que desejem evitar representações fotorrealistas devem contatar a empresa. A reportagem entrou em contato com responsáveis pelo VEO3 Dark, sem retorno até a publicação.

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