- O deputado federal Hélio Lopes foi removido de um acampamento em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, na madrugada de 21 de outubro.
- A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e incluiu a proibição de permanência de outros deputados.
- O despacho autoriza prisões em flagrante por desobediência caso a ordem não seja cumprida.
- O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, foi intimado a impedir novos acampamentos no local.
- Hélio Lopes protestava contra decisões do STF relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizando um “jejum de palavras” durante a manifestação.
Por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ) foi removido na madrugada deste sábado, 21 de outubro, do acampamento em frente à Corte, em Brasília. A decisão atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República e incluiu a proibição de permanência de outros deputados, como Sóstenes Cavalcante e Cabo Gilberto Silva.
O despacho de Moraes autoriza prisões em flagrante por desobediência, caso a ordem não seja cumprida. O ministro também intimou o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a impedir novos acampamentos no local. O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) manifestou descontentamento nas redes sociais, afirmando que a decisão é uma tentativa de silenciar a oposição.
Hélio Lopes havia iniciado o acampamento como forma de protesto contra decisões do STF relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Durante a manifestação, ele anunciou um “jejum de palavras” e foi visto com a boca coberta por esparadrapo, segurando a Constituição e a Bíblia. Em suas postagens, descreveu o ato como um “sinal de luto democrático” e uma resistência ao que considera um silêncio forçado sobre lideranças políticas.
O clima de tensão política no Brasil se intensifica com essas ações, refletindo a polarização entre apoiadores de Bolsonaro e as instituições. A situação em frente ao STF continua a ser monitorada pelas autoridades, que buscam garantir a ordem pública.
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