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Folha adia debate sobre decisões de Moraes envolvendo o réu Bolsonaro

Decisões de Moraes sobre Bolsonaro geram polêmica e levantam debates sobre limites da liberdade de expressão e censura.

Ilustração de Carvall para coluna da Ombudsman de 27 de julho de 2025 (Foto: Carvall/Folhapress)
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  • O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes, que incluem a instalação de uma tornozeleira eletrônica e restrições ao uso de redes sociais.
  • Em 18 de agosto, a Folha de S.Paulo noticiou a proibição de Bolsonaro de se comunicar por redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”.
  • Moraes afirmou que Bolsonaro e seu filho, Eduardo, estariam cometendo “atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos”.
  • Em 21 de agosto, Moraes esclareceu que a proibição incluía transmissões e entrevistas em qualquer plataforma, gerando debates sobre censura.
  • Em 24 de agosto, Moraes afirmou que não havia proibição a entrevistas e que a exibição da tornozeleira foi uma “irregularidade isolada”, destacando que “a Justiça é cega mas não é tola”.

O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta medidas cautelares do ministro Alexandre de Moraes, que incluem a instalação de uma tornozeleira eletrônica e restrições ao uso de redes sociais. As decisões geraram polêmica e debates sobre censura.

Na sexta-feira, dia 18, a Folha de S.Paulo noticiou a instalação da tornozeleira e a proibição de Bolsonaro de se comunicar por redes sociais, “diretamente ou por intermédio de terceiros”. Moraes destacou que Bolsonaro e seu filho, Eduardo, estariam cometendo “CLAROS e EXPRESSOS ATOS EXECUTÓRIOS e FLAGRANTES CONFISSÕES DA PRÁTICA DOS ATOS CRIMINOSOS”.

Na segunda-feira, 21, Moraes emitiu um esclarecimento, afirmando que a proibição incluía transmissões e veiculações de entrevistas em qualquer plataforma. O título da Folha gerou confusão: “Moraes proíbe divulgação de entrevistas de Bolsonaro nas redes sociais”. A discussão sobre se isso configuraria censura começou a ganhar força nas redes sociais e entre os leitores.

A situação se intensificou quando uma entrevista que Bolsonaro daria ao site Metrópoles foi cancelada, temendo as consequências das proibições. Especialistas foram consultados, mas a palavra “censura” não foi utilizada inicialmente. O Estado de S.Paulo, por outro lado, abordou diretamente a questão, afirmando que as decisões poderiam ser vistas como censura prévia.

Na quinta-feira, 24, Moraes emitiu uma nova decisão, afirmando que não havia proibição a entrevistas e que a conduta de Bolsonaro ao exibir a tornozeleira foi uma “irregularidade isolada”. A frase mais polêmica do despacho foi: “A JUSTIÇA É CEGA MAS NÃO É TOLA!!!!!”, que gerou críticas e discussões sobre a forma como o ministro se expressou.

A sequência de decisões de Moraes levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade na comunicação, especialmente em um contexto onde figuras públicas estão sob vigilância. A situação continua a ser monitorada, com a expectativa de novos desdobramentos.

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