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Paulo Coelho discute dinheiro, política e suas relações com críticos e desafetos

Paulo Coelho revela detalhes sobre sua vida em Genebra, critica o autoritarismo e anuncia ópera inspirada em "I-Juca-Pirama".

Paulo Coelho diz que a crítica brasileira que tem que ter mágoa dele: “Me criticaram o quanto quiseram e hoje ninguém sabe quem são eles. E eu sou eu” (Foto: Divulgação/ Alex Teuscher)
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  • Paulo Coelho participou de uma entrevista ao GLOBO em Genebra, onde compartilhou detalhes sobre sua rotina e visão política.
  • O autor acorda por volta das 14h e, durante a pandemia, passou a acompanhar mais a televisão, refletindo sobre o Brasil.
  • Coelho expressou preocupação com o autoritarismo e a intolerância religiosa, definindo-se como católico.
  • Ele revelou que seu patrimônio é estimado em US$ 500 milhões e destacou seu compromisso com obras sociais.
  • O escritor está desenvolvendo uma ópera inspirada no poema “I-Juca-Pirama”, em colaboração com Gilberto Gil e Aldo Brizzi, que será apresentada na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Belém.

Eram 21h em Genebra quando Paulo Coelho, renomado escritor brasileiro, participou de uma entrevista ao GLOBO. Aos 77 anos, ele compartilhou detalhes sobre sua rotina, visão política e espiritualidade, além de discutir sua famosa lista de desafetos e projetos futuros.

Coelho, que trabalhou como repórter iniciante no GLOBO entre 1972 e 1973, revelou que sua rotina começa tarde, acordando por volta das 14h. Durante a pandemia, passou a acompanhar mais a televisão, refletindo sobre a situação do Brasil à distância. “Fico desesperado às vezes, mas tenho orgulho de ser brasileiro,” afirmou. O autor também comentou sobre sua saída do Twitter, citando a falta de qualidade nas interações.

Sobre política, Coelho expressou preocupação com o autoritarismo e a intolerância religiosa. “O fundamentalismo cristão é terrível,” disse. Ele se definiu como católico, praticando sua fé sem impor aos outros. O escritor também falou sobre seu patrimônio, estimado em US$ 500 milhões, e seu compromisso com obras sociais.

Projetos Futuros

Coelho está desenvolvendo uma ópera inspirada no poema “I-Juca-Pirama”, de Gonçalves Dias, em colaboração com Gilberto Gil e o maestro italiano Aldo Brizzi. O projeto será apresentado na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Belém. “Não boto fé na COP, mas tenho fé em nós,” declarou.

O autor também comentou sobre sua relação com a crítica literária no Brasil, afirmando que muitos críticos não são lembrados. “Me criticaram o quanto quiseram e hoje ninguém sabe quem são eles,” disse, referindo-se à sua trajetória e ao impacto de suas obras.

Coelho, que já vendeu mais de 320 milhões de livros em 170 países, continua a ser uma figura influente na literatura. Ele enfatizou a importância de viver o presente e não se prender ao passado, refletindo sobre sua vida e carreira. “Não deixei nada para depois,” concluiu.

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