- Roberto Blattes lançou o romance “O Sambenito Amarelo”, que conta a história de amor entre dois judeus durante a Inquisição.
- A obra, publicada pela Editora Cândido, simboliza a resistência LGBTQIA+ e critica a opressão religiosa atual.
- O autor destaca que a narrativa histórica frequentemente invisibiliza os judeus, focando em bruxas e hereges.
- O título refere-se ao sambenito, vestimenta de humilhação da Inquisição, que Blattes transforma em símbolo de resistência.
- Ele também critica a “Inquisição moderna”, que se manifesta nas redes sociais, onde a criatividade é silenciada.
Roberto Blattes lança o romance O Sambenito Amarelo, que narra uma história de amor entre dois judeus durante a Inquisição. A obra, publicada pela Editora Cândido, simboliza a resistência LGBTQIA+ e critica a opressão religiosa contemporânea.
A Inquisição, marcada por perseguições e torturas, frequentemente invisibilizou a história dos judeus. Blattes, em sua pesquisa, notou que a narrativa sobre esse período frequentemente relegava os judeus a um papel secundário, focando em bruxas e hereges. “Os protagonistas gays refletem um amor que sempre existiu ao longo da história da humanidade,” afirma o autor.
O título do livro faz referência ao sambenito, uma vestimenta de humilhação imposta pela Inquisição aos considerados hereges. Blattes transforma esse símbolo de vergonha em um emblema de resistência, ao mostrar o personagem principal se recusando a usá-lo. “O sambenito que trago é um símbolo de amor e resistência,” destaca o autor.
Blattes também critica a forma como a religião ainda é utilizada para justificar opressões. Ele observa que a “Inquisição moderna” se manifesta nas redes sociais, onde a criatividade e a expressão são frequentemente silenciadas. “Os inquisidores de hoje têm crachá e seguidores, controlando pelo medo,” conclui. A obra, portanto, não apenas resgata uma parte da história, mas também provoca reflexões sobre a atualidade.
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