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Traficantes utilizam drones e armamentos pesados em guerra nas favelas do Rio

Facções do Rio de Janeiro ampliam a violência ao usar drones para ataques, desafiando as autoridades e elevando a tecnologia no crime.

As quadrilhas de Peixão (esquerda) e Doca disputam territórios da Favela do Quitungo (Foto: Reprodução)
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  • Facções criminosas no Rio de Janeiro, como o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV), estão utilizando drones para lançar granadas em disputas territoriais.
  • Líderes do tráfico, Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, e Edgar Alves de Andrade, o Doca, demonstraram interesse na tecnologia.
  • A Polícia Federal identificou dois suspeitos que forneciam armamentos pesados e prendeu Everson Vieira Francesquet, o Visionário, e Rian Maurício Tavares Mota, um cabo da Marinha.
  • Foram apreendidos 11 fuzis, sete toneladas de drogas e peças para montagem de mais 20 fuzis.
  • A nova estratégia da Polícia Federal inclui o uso de tecnologia moderna para combater o tráfico e desmantelar a estrutura de apoio às facções.

Facções do Rio de Janeiro Intensificam Conflitos com Uso de Drones

Investigações da Polícia Federal revelaram que facções criminosas no Rio de Janeiro, como o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV), estão adotando tecnologia avançada em suas disputas territoriais. Líderes do tráfico, como Álvaro Malaquias Santa Rosa, conhecido como Peixão, e Edgar Alves de Andrade, o Doca, estão utilizando drones para lançar granadas, aumentando a violência nas favelas.

Em um relatório sigiloso do Ministério Público Federal, Peixão expressou entusiasmo ao ver um vídeo de drones em ação, afirmando a necessidade de adquirir esses equipamentos com urgência. A conversa foi registrada em áudios extraídos do celular de Everson Vieira Francesquet, o Visionário, que seria responsável pela operação dos drones na quadrilha. Doca, por sua vez, também demonstrou interesse em utilizar drones para atacar rivais, discutindo a aquisição de granadas com um suposto vendedor identificado como Rian Maurício Tavares Mota, um cabo da Marinha.

Ação da Polícia Federal

Nos últimos 12 meses, a Polícia Federal identificou dois suspeitos que forneciam armamentos pesados às facções. Além das prisões de Everson e Rian, a corporação apreendeu 11 fuzis, sete toneladas de drogas e peças para montagem de mais 20 fuzis. O superintendente da PF no Rio, Fábio Galvão, destacou que a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a ADPF 635 permitiu a criação de inquéritos específicos para investigar organizações criminosas, aumentando a capacidade de repressão.

Galvão enfatizou que a nova estratégia de combate ao tráfico de drogas e armas se baseia em tecnologia moderna, semelhante à utilizada em operações anteriores que resultaram na prisão de líderes do tráfico. Ele ressaltou a importância de desmantelar a estrutura de apoio às facções, incluindo a transferência de operadores de drones para presídios federais.

Conexões e Desdobramentos

Além das investigações em curso, a PF também apura a atuação de um agente aposentado suspeito de envolvimento no tráfico internacional de armas. Em ações anteriores, foram apreendidos carregamentos significativos de armamentos, com conexões diretas a facções criminosas. As defesas dos acusados alegam inocência, mas as investigações continuam a revelar a complexidade e a gravidade da situação no Rio de Janeiro.

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