- A deputada federal Júlia Zanatta visitou duas mulheres presas na Penitenciária Sul, em Criciúma, no dia 25 de julho.
- As mulheres foram condenadas a 17 anos de prisão por envolvimento nos ataques de 8 de janeiro, incluindo tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada.
- Zanatta criticou as penas como desproporcionais e pediu a votação de um projeto de anistia.
- A deputada destacou o caso de Camila Mendonça Marques, que enfrenta uma doença grave, e denunciou violações de direitos humanos.
- Ela cobrou urgência do presidente da Câmara, Hugo Motta, para que a situação das presas seja revista.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) visitou nesta sexta-feira (25) duas mulheres presas na Penitenciária Sul, em Criciúma (SC), condenadas por envolvimento nos ataques de 8 de Janeiro. Durante a visita, a parlamentar criticou as penas, que somam 17 anos de prisão, e pediu a votação de um projeto de anistia.
As mulheres foram condenadas por crimes como tentativa de golpe de Estado e associação criminosa armada. Zanatta considera as sentenças desproporcionais e afirma que o processo judicial foi marcado por excessos, especialmente sob a condução do Supremo Tribunal Federal. A deputada destacou o caso de Camila Mendonça Marques, que enfrenta uma doença grave, segundo laudo da própria penitenciária.
Zanatta denunciou as violações de direitos humanos e afirmou que a Lei de Execução Penal não está sendo cumprida. Ela criticou a centralização dos processos em Brasília, que, segundo ela, impede que as presas tenham acesso a benefícios que outros condenados, inclusive por crimes mais graves, conseguem obter.
A deputada também cobrou do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a urgência na votação do projeto de anistia. “Enquanto o presidente se omite, mulheres continuam sendo tratadas como criminosas perigosíssimas,” afirmou. Ela enfatizou a necessidade de a Câmara dos Deputados enfrentar essa situação, que considera uma injustiça.
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