- O Partido dos Trabalhadores (PT) deve ter o menor número de candidatos a governador de sua história nas eleições de 2026, com apenas três nomes confirmados: Elmano de Freitas (Ceará), Jerônimo Rodrigues (Bahia) e Rafael Fonteles (Piauí).
- O partido busca fortalecer palanques para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidatos ao Senado.
- O PT prioriza alianças em estados como Alagoas, onde deve apoiar o ministro Renan Filho (Movimento Democrático Brasileiro), e no Pará, com a provável candidatura de Hana Ghassan (Movimento Democrático Brasileiro).
- No Nordeste, a governadora Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte) planeja concorrer ao Senado, enfrentando a concorrência de Zenaide Maia (Partido Social Democrático).
- O PT considera estratégias em outros estados, como São Paulo e Minas Gerais, para garantir uma base sólida para a candidatura presidencial de Lula.
Para as eleições de 2026, o PT enfrenta um cenário desafiador, com a expectativa de ter o menor número de candidatos a governador de sua história. Apenas três nomes estão confirmados: Elmano de Freitas (CE), Jerônimo Rodrigues (BA) e Rafael Fonteles (PI). A sigla busca fortalecer palanques para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e candidatos competitivos ao Senado.
Historicamente, o PT teve até 24 postulantes a governadores, mas a atual estratégia prioriza alianças em estados como Alagoas e Pará. A aliança com o ministro Renan Filho (MDB) em Alagoas é uma das certezas, enquanto no Pará, o apoio à candidatura de Hana Ghassan (MDB) é considerado provável. No entanto, o partido pode não lançar candidatos em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.
Tensão no Nordeste
No Nordeste, onde Lula obteve 69,3% dos votos em 2022, as tensões aumentam. A governadora Fátima Bezerra (PT) do Rio Grande do Norte planeja concorrer ao Senado, mas enfrenta a concorrência de Zenaide Maia (PSD). A divisão interna pode favorecer a oposição bolsonarista, especialmente com a forte candidatura de Rogério Marinho (PL).
Em Santa Catarina, o PT considera usar o recall de Décio Lima para a disputa ao Senado, em vez de uma candidatura ao governo. A preocupação é que a renovação de dois terços do Senado favoreça aliados de Jair Bolsonaro, complicando a governabilidade de Lula, caso reeleito.
Estratégias em Outros Estados
Em São Paulo, a cúpula do PT avalia a necessidade de um palanque forte, mesmo que o candidato não tenha chances de vitória. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSB) e Márcio França (PSB) estão entre os nomes discutidos. Em Minas Gerais, o senador Rodrigo Pacheco (PSD) demonstrou disposição para apoiar Lula.
O pragmatismo é a palavra-chave em estados com forte presença bolsonarista. Em Mato Grosso, o PT considera apoiar Carlos Fávaro (ministro da Agricultura) e outros candidatos que possam mudar de legenda. O foco é garantir uma base sólida para a candidatura presidencial de Lula, evitando um domínio da oposição no Senado.
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