- Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal, declarou em interrogatório que se ofereceria como “voluntário” para proteger Jair Bolsonaro caso ele não entregasse a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva após a eleição de 2022.
- A declaração foi feita durante uma sessão no Supremo Tribunal Federal, conduzida pelo juiz auxiliar Rafael Henrique.
- Soares afirmou que acionaria a Polícia Federal para garantir a proteção ao Palácio do Planalto, dependendo da ordem do diretor da PF na época.
- O representante da Procuradoria-Geral da República questionou a legalidade de um pedido de Bolsonaro para permanecer no cargo, ao que Soares respondeu que isso dependeria da vontade do ex-presidente.
- As investigações sobre ações golpistas continuam, evidenciando as tensões políticas no Brasil após as eleições de 2022.
O agente da Polícia Federal (PF) Wladimir Matos Soares, réu no núcleo 3 da ação sobre a trama golpista, revelou em interrogatório remoto no Supremo Tribunal Federal (STF) que se ofereceria como “voluntário” para proteger o ex-presidente Jair Bolsonaro, caso ele decidisse não entregar a faixa a Luiz Inácio Lula da Silva após a eleição de 2022. A declaração foi feita durante uma sessão de perguntas conduzida pelo juiz auxiliar Rafael Henrique, do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Soares afirmou que, se Bolsonaro optasse por permanecer no cargo, ele acionaria a PF para garantir a proteção ao Palácio do Planalto. O agente reiterou sua disposição em atuar voluntariamente, enfatizando que sua ação dependeria da ordem do diretor da PF na época, que não era o atual. “Se o diretor dissesse ‘não, vocês não vão’, a gente não vai”, explicou.
Durante o interrogatório, o representante da Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou o contexto em que um pedido de Bolsonaro para permanecer no governo poderia ser considerado legal. Soares respondeu que a situação dependeria da vontade do ex-presidente e da resposta da PF a esse acionamento.
As investigações sobre as ações golpistas continuam, e a declaração de Soares levanta novas questões sobre a dinâmica de poder e a segurança durante a transição presidencial. A situação reflete as tensões políticas que ainda permeiam o cenário brasileiro após as eleições de 2022.
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