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Agentes de imigração distorcem relatos para justificar prisões em protestos em LA

Agentes de imigração nos EUA são acusados de falsificar relatórios para justificar prisões em protestos, levando ao arquivamento de casos.

Manifestantes realizam ato contra a política migratória do governo dos EUA em Los Angeles (Foto: Apu GOMES / AFP)
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  • Agentes de imigração dos Estados Unidos foram acusados de fornecer informações falsas para justificar prisões de manifestantes durante os protestos em Los Angeles, em junho.
  • A investigação do The Guardian revelou contradições significativas nos relatórios usados pelo Departamento de Justiça.
  • O Departamento de Justiça havia acusado pelo menos 26 pessoas de crimes, mas ao menos oito casos foram arquivados por falta de evidências.
  • Apesar dos arquivamentos, ainda existem 18 processos ativos contra manifestantes, com acusações variadas.
  • O ex-presidente Donald Trump enviou tropas da Guarda Nacional da Califórnia para Los Angeles, gerando oposição das lideranças locais.

Agentes de imigração dos Estados Unidos foram acusados de fornecer informações falsas em relatórios que justificaram a prisão de manifestantes durante os protestos em Los Angeles, em junho. A investigação do The Guardian revelou que esses documentos foram utilizados pelo Departamento de Justiça para sustentar processos criminais, mas apresentavam contradições significativas.

O Departamento de Justiça havia acusado pelo menos 26 pessoas de crimes como “agressão” e “obstrução” de agentes federais, mas ao menos oito casos foram arquivados devido a inconsistências nas provas. Em três processos, os réus foram injustamente acusados de interferir em operações de imigração. A análise de vídeos mostrou que relatos de agentes do Departamento de Segurança Interna (DHS) distorceram os fatos, como no caso de um manifestante que, segundo um agente, teria empurrado um policial, enquanto as imagens mostravam o contrário.

Arquivamentos e Consequências

A secretária de Justiça Pam Bondi impulsionou as acusações, mas a falta de evidências levou ao abandono da maioria dos casos. Ex-promotores federais, como Cristine Soto DeBerry, destacaram que a situação é incomum para o Departamento de Justiça, levantando suspeitas sobre a intenção de “apenas deter manifestantes e incutir o medo”.

Apesar dos arquivamentos, ainda existem 18 processos ativos contra manifestantes, com acusações que vão desde cuspir em policiais até lançar coquetéis molotov. Mesmo após as absolvições, os impactos foram duradouros, pois os manifestantes passaram um tempo na prisão antes do encerramento dos casos. Os protestos em Los Angeles foram motivados por operações de imigração que visavam prender imigrantes em situação irregular, resultando em confrontos e depredações.

Mobilização Militar

Em resposta aos protestos, o ex-presidente Donald Trump enviou milhares de tropas da Guarda Nacional da Califórnia para a cidade, uma ação que gerou oposição das lideranças locais e do governador da Califórnia, Gavin Newsom. Esta foi a primeira vez desde 1965 que um presidente mobilizou a Guarda Nacional contra a vontade do governador do estado, evidenciando a tensão entre as autoridades federais e locais em um contexto de crescente polarização sobre questões de imigração.

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