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Alesp nega pedido de impeachment contra o governador Tarcísio de Freitas

André do Prado rejeita impeachment de Tarcísio de Freitas e defende que não houve endosse às tarifas de Donald Trump.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) (Foto: Marcelo S. Camargo/Governo de São Paulo/Divulgação)
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  • O deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado, rejeitou um pedido de impeachment contra o governador Tarcísio de Freitas.
  • A decisão ocorreu na última sexta-feira e foi motivada por acusações de apoio de Tarcísio a tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros.
  • O pedido foi apresentado por parlamentares do Psol, que alegaram crime de responsabilidade e uma suposta articulação para permitir a viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos.
  • André do Prado argumentou que as manifestações de apoio de Tarcísio a Trump ocorreram antes do anúncio das tarifas e que não havia provas de articulação para facilitar a ida de Bolsonaro.
  • Ele destacou que, mesmo que as alegações fossem verdadeiras, não configurariam crime de responsabilidade segundo a legislação.

Deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, André do Prado (PL), rejeitou um pedido de impeachment contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A decisão ocorreu na última sexta-feira e foi motivada por acusações de que Tarcísio teria apoiado tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, o que levantou preocupações sobre a soberania nacional.

O pedido de impeachment foi apresentado por parlamentares do Psol, incluindo Carlos Gianazzi e Mônica Seixas, e alegava que o governador teria cometido crime de responsabilidade. Além disso, a denúncia sugeria que Tarcísio tentaria intermediar uma autorização do STF para que o ex-presidente Jair Bolsonaro viajasse aos Estados Unidos, o que poderia ser visto como uma intervenção indevida no processo judicial.

Na sua decisão, André do Prado argumentou que as manifestações de apoio de Tarcísio a Trump ocorreram antes do anúncio das tarifas, não configurando um endosse às medidas econômicas. Ele também destacou a falta de provas que ligassem o governador a uma articulação para facilitar a ida de Bolsonaro aos EUA.

André do Prado enfatizou que, mesmo que as alegações fossem verdadeiras, não haveria crime de responsabilidade, uma vez que a legislação não prevê a violação a princípios da administração pública como um ato passível de impeachment. A decisão reafirma a posição de Tarcísio em meio a um cenário político conturbado, onde suas declarações têm gerado polêmica e críticas.

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