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Brasil denuncia ‘alegações críveis de genocídio’ em Gaza na ONU

Brasil pede aplicação do direito internacional em resposta ao genocídio em Gaza e destaca a urgência de uma solução política de dois Estados.

População palestina se desloca em busca de comida na área de Rafah, no sul da Faixa de Gaza - 28.jul.25 (Foto: AFP)
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  • O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pediu a aplicação do direito internacional em resposta às alegações de genocídio na Faixa de Gaza.
  • Durante uma conferência da Organização das Nações Unidas (ONU), Vieira destacou a importância de ações concretas e do reconhecimento do Estado palestino.
  • A conferência, que começou em Nova York, é liderada pela França e pela Arábia Saudita, com foco na solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino.
  • O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a solução de dois Estados está mais distante e criticou ações unilaterais que podem prejudicar a paz.
  • Atualmente, 142 dos 193 Estados-membros da ONU reconhecem o Estado palestino, e a conferência busca revitalizar essa proposta.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, pediu a aplicação do direito internacional em resposta às alegações de genocídio na Faixa de Gaza. Durante a conferência da ONU sobre a solução de dois Estados, Vieira destacou que a credibilidade da ordem jurídica internacional depende de sua aplicação efetiva. Ele enfatizou que invocar o direito não é suficiente diante de alegações graves e que é necessário agir com determinação.

A conferência, que começou nesta segunda-feira (28) em Nova York, é liderada pela França e pela Arábia Saudita. O objetivo é promover reflexões e definir próximos passos para a resolução do conflito israelense-palestino. Vieira reiterou que somente uma solução política de dois Estados pode atender às aspirações de israelenses e palestinos. O chanceler francês, Jean-Noël Barrot, também pediu medidas concretas para garantir a viabilidade do Estado palestino.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a solução de dois Estados está mais distante do que nunca. Ele denunciou a anexação da Cisjordânia e a destruição em Gaza, afirmando que ações unilaterais podem minar a possibilidade de paz. O primeiro-ministro palestino, Mohammad Mustafa, expressou sua disposição de permitir o envio de uma força internacional para proteger a população palestina.

Atualmente, 142 dos 193 Estados-membros da ONU reconhecem o Estado palestino. A conferência busca revitalizar essa proposta, especialmente após o anúncio do presidente francês, Emmanuel Macron, de que a França reconhecerá oficialmente o Estado palestino em setembro. No entanto, a ausência de Israel e dos Estados Unidos na conferência levanta questões sobre a eficácia das discussões.

A pressão internacional sobre Israel para encerrar a guerra em Gaza, que começou após os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, continua a aumentar. Organizações de direitos humanos acusam Israel de genocídio, enquanto a situação humanitária em Gaza se deteriora. A conferência visa não apenas discutir a criação de um Estado palestino, mas também abordar a governança da Autoridade Palestina e a normalização das relações com Israel.

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