- A inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro gera debates no Brasil.
- Uma pesquisa da Genial/Quaest mostra que apenas 31% dos brasileiros acreditam que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode reverter essa situação.
- Entre os eleitores de direita que não são bolsonaristas, 55% não acreditam que tarifas americanas afetarão a Justiça brasileira.
- A iminente implementação de tarifas de 50% contra importações brasileiras, anunciadas por Trump, cria tensões entre aliados de Bolsonaro.
- O deputado federal Eduardo Bolsonaro criticou governadores por não apoiarem seu pai em relação ao tarifaço, enquanto um deles afirmou que a relação do Brasil com os Estados Unidos é mais importante.
A inelegibilidade do ex-presidente Jair Bolsonaro continua a gerar debates acalorados no Brasil. Uma pesquisa recente da Genial/Quaest, divulgada nesta segunda-feira, 28, mostra que apenas 31% dos brasileiros acreditam que o apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode reverter essa situação. O levantamento revela que nem mesmo os eleitores mais à direita veem a influência da Casa Branca sobre o Judiciário brasileiro.
Entre os direitistas que não são bolsonaristas, 55% não acreditam que o tarifaço de 50% contra importações brasileiras, anunciado por Trump, pressionará a Justiça a anular a inelegibilidade de Bolsonaro. A crença em uma possível salvação por parte dos EUA é predominante apenas entre os apoiadores mais radicais do ex-presidente, embora um terço desse grupo também não tenha esperanças de mudança.
Tensão entre aliados
A situação se complica com a iminente implementação do tarifaço, que deve entrar em vigor nesta semana. Essa medida coloca os aliados de Bolsonaro, como os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Júnior (PSD), em uma posição delicada. Eles precisam equilibrar o apoio ao ex-presidente em suas campanhas para 2026 e a pressão de setores empresariais que serão diretamente afetados pelas tarifas.
No último domingo, 27, Eduardo Bolsonaro, deputado federal e filho do ex-presidente, criticou publicamente Tarcísio e Ratinho por não apoiarem seu pai em relação ao tarifaço. Em resposta, Ratinho afirmou que “Bolsonaro não é mais importante do que a relação do Brasil com os Estados Unidos”, evidenciando as divisões internas na direita brasileira.
A pesquisa da Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o Brasil entre 10 e 13 de julho de 2025, com um grau de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais. A situação política continua a evoluir, refletindo a complexidade das relações entre Brasil e Estados Unidos e suas repercussões no cenário eleitoral.
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