- Gisèle Pelicot, de 72 anos, foi vítima de violência doméstica e submissão química por quase uma década, perpetrada pelo marido, Dominique.
- O caso ganhou notoriedade em 2020, quando Dominique foi preso por tentar filmar mulheres em um supermercado.
- Durante a investigação, a polícia encontrou mais de 20 mil vídeos e fotos de Gisèle desacordada, sendo abusada por pelo menos 70 homens.
- A filha do casal, sob o pseudônimo Caroline Darian, publicará o livro “Eu Nunca Mais Vou Te Chamar de Pai” em 2025, revelando o horror vivido pela mãe e sugerindo que também pode ter sido vítima de abuso.
- Dominique foi condenado a 20 anos de prisão, enquanto Gisèle busca dar voz a outras vítimas de violência e submissão química.
Gisèle Pelicot, de 72 anos, foi vítima de um ciclo de violência doméstica e submissão química por quase uma década, perpetrado por seu marido, Dominique. O caso, que chocou a França, veio à tona em 2020, quando Dominique foi preso por tentar filmar mulheres em um supermercado. Durante a investigação, a polícia encontrou mais de 20 mil vídeos e fotos de Gisèle desacordada, sendo abusada por pelo menos 70 homens.
O horror vivido por Gisèle é agora retratado no livro “Eu Nunca Mais Vou Te Chamar de Pai”, escrito por sua filha sob o pseudônimo Caroline Darian. A obra, que será lançada em 2025, narra a descoberta do abuso e os traumas que marcaram a vida da família. Caroline revela que também pode ter sido vítima, apresentando fotos que sugerem abuso.
Dominique foi condenado a 20 anos de prisão por seus crimes. Gisèle, que optou por tornar o processo público, busca dar voz a outras vítimas de violência e submissão química. Caroline descreve o impacto emocional de ser filha tanto da vítima quanto do algoz, refletindo sobre a complexidade de suas memórias afetivas em meio ao horror.
A narrativa de Caroline é um relato íntimo e angustiante, que provoca reflexão sobre identidade e o luto em vida. Gisèle, apesar das sequelas físicas e psicológicas, se tornou um símbolo de resistência, mostrando que a vergonha mudou de lado. A história de Gisèle e Caroline destaca a importância de expor a violência doméstica e a necessidade de apoio a outras vítimas.
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