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Fuzis e milhões movimentam o tráfico na fronteira brasileira

Policial rodoviário federal é indiciado por tráfico de armas e lavagem de dinheiro, revelando esquema com outros agentes e movimentações suspeitas.

Fotografia que o policial Vagner Keith de Freitas tirou em uma loja de armas no Paraguai, segundo a Polícia Federal (Foto: Reprodução/PF)
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  • A Operação Desmonte, iniciada em março de 2023, desmantelou uma quadrilha de tráfico de armas e drogas na Paraíba.
  • O policial rodoviário federal Vagner Keith de Freitas foi indiciado por tráfico de armas e lavagem de dinheiro.
  • Freitas, de 46 anos, foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba, e a Justiça aceitou a denúncia em junho de 2023, envolvendo 29 réus.
  • Ele comprava armas no Paraguai e as revendia ilegalmente no Brasil, recebendo R$ 90 mil de pessoas ligadas a uma facção.
  • A Corregedoria-Geral da Polícia Rodoviária Federal abriu um processo administrativo disciplinar contra Freitas, que permanece em atividade.

A Operação Desmonte, deflagrada em março de 2023, desmantelou uma quadrilha de tráfico de armas e drogas, incluindo fugitivos de um presídio na Paraíba. Recentemente, um policial rodoviário federal, Vagner Keith de Freitas, foi indiciado por tráfico de armas e lavagem de dinheiro. A investigação revelou que ele estava envolvido em um esquema criminoso com outros policiais.

Freitas, de 46 anos, foi denunciado pelo Ministério Público da Paraíba por comércio ilegal de armas e organização criminosa. A Justiça aceitou a denúncia em junho de 2023, envolvendo 29 réus. A PF descobriu que Freitas comprava armas no Paraguai, revendendo-as ilegalmente no Brasil. Seu principal comprador, Sérgio Pacheco, foi preso na mesma operação por fornecer armas a uma facção paraibana.

A investigação revelou que Freitas recebeu 90 mil reais de pessoas ligadas à facção. Mensagens de texto indicam que ele e Pacheco se preocupavam com o vazamento de suas comunicações, optando por usar o Telegram em vez do WhatsApp. Freitas adquiria armas em lojas paraguaias, como a Caza y Pesca Rossi, cujo proprietário foi condenado por tráfico de armas.

Movimentações Financeiras Suspeitas

Entre 2018 e 2021, Freitas movimentou 10,7 milhões de reais em sua conta, valor muito superior ao seu salário na PRF. Sua esposa, Lígia Mariano Bachitchi, também movimentou mais de 3 milhões de reais, administrando contas que disfarçavam a origem do dinheiro. A PF identificou que outros policiais, como Adriano Frasson e Afif Elias André Neto, também estavam envolvidos, realizando transferências financeiras suspeitas para Freitas.

A Corregedoria-Geral da PRF abriu um processo administrativo disciplinar contra Freitas em dezembro de 2023, mas ele continua em atividade. A PRF afirmou que o processo é sigiloso e que a progressão na carreira não é impedida pela abertura do PAD. Especialistas em segurança pública destacam a gravidade do caso e a necessidade de ações rápidas para combater a corrupção nas polícias rodoviárias.

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