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Grande Rio registra 52 baleados em bares e restaurantes desde janeiro de 2024

A violência em bares no Rio de Janeiro cresce alarmantemente, com 52 baleados e 28 mortos desde janeiro. Autoridades precisam agir.

Bar em Maricá que foi cenário da execução a tiros de um policial militar lotado no 16° BPM (Olaria) (Foto: Polícia Militar/Reprodução G1)
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  • Gizelle Lucena Tavares, de 31 anos, foi gravemente ferida em um assalto no Boteco do Búfalo, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
  • O crime ocorreu enquanto ela estava com o marido e um bebê. Um homem armado invadiu o bar, agrediu um cliente e disparou, atingindo Gizelle na cabeça.
  • Ela está internada em estado grave no Hospital Salgado Filho.
  • Desde janeiro, 52 pessoas foram baleadas em bares na Região Metropolitana do Rio, resultando em 28 mortes e 24 feridos.
  • A Baixada Fluminense é a área mais afetada, com 61,5% dos casos registrados, e o número de ataques dobrou em relação ao ano anterior.

Na última terça-feira, Gizelle Lucena Tavares, de 31 anos, foi gravemente ferida durante um assalto no Boteco do Búfalo, em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O crime ocorreu enquanto ela estava com o marido e o filho de dois meses. Um homem armado invadiu o bar, agrediu um cliente e disparou, atingindo Gizelle na cabeça. Ela permanece internada em estado grave no Hospital Salgado Filho.

Os dados de violência em bares na Região Metropolitana do Rio são alarmantes. Desde janeiro, 52 pessoas foram baleadas, resultando em 28 mortes e 24 feridos. A Baixada Fluminense é a área mais afetada, com 61,5% dos casos registrados. Nova Iguaçu e Duque de Caxias lideram as estatísticas, com 17 e 10 baleados, respectivamente.

Aumento da Violência

O aumento da violência em estabelecimentos é notável. Comparando com o mesmo período do ano anterior, o número de ataques dobrou, passando de 26 para 52. A maioria dos incidentes tem características de execução, atingindo frequentemente inocentes. A comerciante de Nova Iguaçu, que preferiu não se identificar, relatou que muitos bares estão fechando mais cedo devido ao medo.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do Estado do Rio de Janeiro (Abrasel) expressou preocupação com a situação e busca diálogo com as autoridades para garantir a segurança de proprietários e frequentadores. A Polícia Civil, por sua vez, afirma que investigações estão em andamento, mas não reconhece a metodologia da plataforma Fogo Cruzado.

Medidas de Segurança

Os comerciantes têm adotado medidas de segurança, como grades nas entradas, para proteger seus estabelecimentos. Um comerciante do bairro Moquetá destacou que muitos locais já foram alvo de assaltos, criando um clima de insegurança. O jornalista Fábio Leon, do Fórum Grita Baixada, observa que a violência na região remonta a décadas, com emboscadas se tornando comuns.

A situação exige atenção urgente das autoridades para reverter o quadro de violência que afeta a vida de muitos cidadãos e a economia local.

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