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Juíza de Pernambuco identifica indícios de lavagem de dinheiro e remete caso à Justiça Federal

Operação Integration revela crimes financeiros em apostas online e envolve empresas em paraísos fiscais, com movimentações de R$ 3,1 bilhões.

A banca de jogo do bicho Caminho da Sorte, no bairro Afogados, Recife (PE), onde documentos apreendidos no fim de 2022 levaram à Operação Integration (Foto: Vinícius Valfré/Estadão)
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  • A juíza Andréa Calado da Cruz transferiu a Operação Integration para a Justiça Federal.
  • A decisão ocorreu após a identificação de crimes financeiros e sonegação fiscal relacionados a apostas online.
  • A investigação, que começou com o jogo do bicho em Pernambuco, revelou indícios de lavagem de dinheiro e uso de paraísos fiscais.
  • Empresas como Esportes da Sorte e Vaidebet estão envolvidas, com movimentações financeiras significativas em contas offshore.
  • O caso será conduzido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, devido à complexidade e à jurisdição federal dos crimes.

A juíza Andréa Calado da Cruz, da 12ª Vara Criminal do Recife, decidiu transferir a Operação Integration para a Justiça Federal. A medida foi tomada após a identificação de crimes financeiros e sonegação fiscal relacionados a apostas online, envolvendo empresas em paraísos fiscais.

A investigação, que inicialmente focava no jogo do bicho em Pernambuco, revelou indícios de lavagem de dinheiro e estruturas empresariais complexas. A magistrada destacou que as práticas associadas ao jogo do bicho evoluíram para operações que utilizam sociedades em paraísos fiscais para ocultar ativos ilícitos.

Com a transferência, o caso agora será conduzido pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal, após conflitos entre as autoridades estaduais. A juíza observou que as evidências apontam para evasão de divisas e crimes que ultrapassam a jurisdição estadual.

Entre as empresas mencionadas estão a Esportes da Sorte, patrocinadora do Corinthians, e a Vaidebet, ex-patrocinadora do clube. As investigações indicam que a HSF Gaming, responsável pela Esportes da Sorte, movimentou 485 milhões de euros em contas nas Ilhas de Man, um paraíso fiscal, o que equivale a aproximadamente R$ 3,1 bilhões.

A Justiça de Pernambuco já havia bloqueado 6,3 milhões de libras esterlinas (cerca de R$ 46 milhões) em contas associadas à Esportes da Sorte. As investigações revelaram que a empresa pode estar ligada a uma rede de jogos de azar, com indícios de que a Caminho da Sorte, uma banca de jogo do bicho, está envolvida.

A juíza enfatizou que as operações financeiras da HSF Gaming, com apoio de facilitadoras de pagamento, demonstram a complexidade das atividades ilícitas em questão. A decisão judicial não detalhou a participação de José André da Rocha Neto, dono da Vaidebet, nas irregularidades.

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