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Militares bolsonaristas planejavam envenenar Lula e atacar Moraes com explosivos

General reformado Mário Fernandes planejou assassinatos de Lula e outros líderes, revelando grave ameaça à segurança política no Brasil.

Armamentos que seriam usados na Operação Punhal Verde Amarelo (Foto: Polícia Federal)
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  • O plano chamado ‘Punhal Verde e Amarelo’ foi apreendido com o general reformado do Exército Mário Fernandes.
  • O documento previa o assassinato do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de outros líderes, incluindo seu vice, Geraldo Alckmin.
  • A operação da Polícia Federal, denominada Contragolpe, resultou na captura dos militares envolvidos, conhecidos como ‘kids pretos’.
  • O plano detalhava métodos de ataque, como envenenamento, e incluía armamentos letais, como pistolas e fuzis.
  • A revelação do plano levanta preocupações sobre a segurança dos líderes políticos no Brasil em um cenário de crescente polarização.

O plano denominado ‘Punhal Verde e Amarelo’, apreendido com o general reformado do Exército Mário Fernandes, previa o assassinato do então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva e de outros líderes, incluindo seu vice, Geraldo Alckmin. O documento, encontrado durante a Operação Contragolpe, detalhava métodos como envenenamento e uso de químicos para causar colapso orgânico, considerando a saúde fragilizada de Lula.

Os militares envolvidos, conhecidos como ‘kids pretos’, foram capturados por ordem do ministro Alexandre de Moraes. O general Fernandes, ex-secretário-executivo da Presidência no governo Bolsonaro, era o responsável pelo plano, que também incluía a execução de Moraes e Alckmin. A Polícia Federal classificou o arquivo como um planejamento com características terroristas.

Detalhes do Plano

O documento descrevia a “neutralização” de Lula como uma forma de desestabilizar a chapa vencedora, colocando-a sob a tutela do PSDB. A morte de Alckmin, segundo os autores do plano, não geraria grande comoção nacional. Além disso, mencionava um terceiro alvo, identificado como ‘Juca’, cuja identidade ainda não foi esclarecida.

A Polícia Federal destacou que o plano incluía armamentos letais, como pistolas, fuzis, metralhadoras e até artefatos explosivos. O grupo considerava admissível a morte de qualquer envolvido na ação, incluindo a equipe de segurança de Moraes. O documento, intitulado ‘Fox_2017’, apresentava um planejamento detalhado para uma operação clandestina.

Implicações e Repercussões

A revelação do plano levanta sérias preocupações sobre a segurança dos líderes políticos no Brasil e a polarização crescente no cenário político. A operação da Polícia Federal e a prisão dos envolvidos refletem a gravidade da situação e a necessidade de vigilância em um ambiente político cada vez mais tenso.

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