- O Ministério Público Federal (MPF) investiga dirigentes do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) por nepotismo, com alegações de criação de um cabidão de empregos para familiares em uma empresa terceirizada.
- A investigação se intensificou após uma denúncia sobre a existência de servidores fantasmas na autarquia, com evidências como folhas de ponto.
- O Inmetro nega irregularidades e afirma que a empresa C & S Serviços de Recrutamento e Seleção Ltda. contratou os funcionários de forma regular, sem favorecimento a parentes.
- A autarquia destaca que não tem controle sobre as contratações da empresa terceirizada e que os documentos que comprovam a regularidade estão disponíveis para órgãos de controle.
- O MPF continua a apurar as alegações, enquanto o Inmetro se compromete a colaborar com as investigações.
O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito para investigar dirigentes do Inmetro por nepotismo. As acusações indicam que esses dirigentes teriam criado um cabidão de empregos para familiares em uma empresa terceirizada. A investigação ganhou novos contornos após o procurador responsável receber uma denúncia sobre a existência de servidores fantasmas na autarquia, com evidências como folhas de ponto.
O Inmetro, em resposta, negou qualquer irregularidade. A autarquia afirmou que a empresa C & S Serviços de Recrutamento e Seleção Ltda. contratou os funcionários para atuar na sede do Inmetro em Brasília, sem indícios de favorecimento a parentes. A nota do Inmetro destaca que as contratações seguiram os princípios da administração pública, como legalidade e moralidade.
Além disso, o Inmetro ressaltou que não tem ingerência sobre as contratações da empresa terceirizada. A autarquia também informou que os documentos que comprovam a regularidade das contratações estão disponíveis para os órgãos de controle. O controle de jornada dos colaboradores é feito por meio de um sistema integrado, que inclui biometria e folhas de ponto.
O caso levanta questões sobre a transparência e a ética nas contratações públicas, especialmente em um momento em que a administração pública enfrenta crescente escrutínio. O MPF continua a investigar as alegações, enquanto o Inmetro se compromete a colaborar com as autoridades competentes.
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