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Protestos marcam inspeção das pinturas de Sijena pela equipe de Aragão

Técnicos aragoneses iniciam inspeção dos murais românicos em cumprimento à ordem judicial, enquanto MNAC contesta a devolução por questões de conservação.

Uma restauradora aspira obras-primas da arte românica no Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC). (Foto: David Ramos/Getty Images)
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  • Uma manifestação ocorreu na manhã de segunda-feira em frente ao Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC).
  • Técnicos aragoneses inspecionaram os murais românicos contestados, seguindo a ordem do Supremo Tribunal da Espanha para devolução ao Monastério de Sijena.
  • Menos de cinquenta manifestantes, organizados pela Assembleia Nacional Catalã, protestaram contra a decisão judicial.
  • A equipe de inspeção, liderada pela restauradora Natalia Martínez de Pisón, avaliou os murais, começando pelos menos frágeis.
  • O MNAC expressou preocupações sobre danos aos murais delicados e planeja contestar a execução da ordem judicial por questões de conservação.

Uma pequena manifestação ocorreu na manhã de segunda-feira em frente ao Museu Nacional de Arte da Catalunha (MNAC), onde técnicos aragoneses inspecionaram os murais românicos contestados. A inspeção segue a ordem do Supremo Tribunal da Espanha para a devolução dos murais ao Monastério de Sijena, de onde foram removidos em 1936.

Menos de 50 manifestantes, organizados pela Assembleia Nacional Catalã, se reuniram para protestar contra a decisão judicial. Entre os presentes estavam figuras como a ex-presidente da Catalunha, Laura Borràs, e o presidente da ANC, Lluís Llach. Os manifestantes gritaram frases como “Não é justiça, é um saque”, mas não conseguiram impedir a entrada da equipe aragonesa, que acessou o museu por uma entrada lateral.

Inspeção dos Murais

A visita dos técnicos, liderados pela restauradora Natalia Martínez de Pisón, representa um avanço na implementação da decisão judicial, que encerra mais de uma década de disputas legais. Os murais, que datam do século XIII, foram retirados do Monastério de Sijena após um incêndio durante a Guerra Civil Espanhola. O tribunal determinou que a ordem religiosa original nunca transferiu legalmente a propriedade das obras.

Os técnicos iniciaram a inspeção pelos murais considerados menos frágeis, conhecidos como murais profanos. O trabalho inclui a utilização de fotogrametria para avaliar as condições e a viabilidade do transporte. A equipe continuará a inspeção até quarta-feira.

Controvérsia sobre a Devolução

Apesar da ordem judicial, os oficiais do MNAC expressaram preocupações sobre os riscos de danos irreversíveis ao deslocar os murais mais delicados, especialmente aqueles recuperados da sala do capítulo. O museu já apresentou documentos ao tribunal alertando sobre esses riscos e planeja contestar formalmente a execução da ordem com base em questões de conservação.

O MNAC sugere uma abordagem gradual para a devolução, começando pelos murais mais robustos que foram removidos na década de 1960. No entanto, o futuro dos murais centrais, que já foram montados, reconstruídos e protegidos contra o clima, permanece incerto, em meio à tensão entre a ordem judicial e as limitações da preservação.

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