- O Brasil pretende se candidatar a sediar a ONU Mulheres, conforme anunciou o presidente do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo.
- A proposta está alinhada com a reestruturação da ONU, que busca descentralizar seus escritórios.
- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já foram consultados sobre a candidatura.
- Atualmente, o Brasil possui um escritório regional da ONU Mulheres em Brasília, mas a intenção é trazer a sede da entidade para o país.
- A iniciativa ocorre em um contexto de cortes financeiros na ONU, com um novo orçamento de US$ 29 bilhões para 2025, inferior aos US$ 44 bilhões solicitados.
O Brasil está se preparando para se candidatar a sediar a ONU Mulheres, conforme anunciou o presidente do TCU, Vital do Rêgo. A proposta surge em meio a uma reestruturação da ONU, que busca descentralizar seus escritórios, e já conta com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A iniciativa faz parte da estratégia ONU 80, que será lançada em 2025, ano em que a organização completa 80 anos. Vital do Rêgo destacou que a discussão sobre a candidatura ainda está em fase inicial, mas já foi abordada com Lula e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. O ministro afirmou que o Brasil deseja apresentar um projeto completo para a ONU, com o apoio do Itamaraty e do Ministério da Gestão e Inovação.
Atualmente, o Brasil abriga um escritório regional da ONU Mulheres em Brasília, mas a intenção é trazer a entidade como um todo para o país. Vital do Rêgo mencionou que a descentralização pode ser uma solução para os altos custos operacionais, já que um funcionário em Nova York custa cerca de 30% mais do que em outras localidades. Ele também ressaltou que Brasília possui muitos prédios subutilizados que poderiam abrigar a nova sede.
A proposta surge em um contexto de cortes financeiros significativos na ONU, especialmente após a redução das doações dos Estados Unidos, que historicamente foram os maiores financiadores da organização. A ONU anunciou que seu novo orçamento para 2025 será de US$ 29 bilhões, bem abaixo dos US$ 44 bilhões solicitados. Essa situação tem gerado preocupações sobre a continuidade dos programas de ajuda humanitária ao redor do mundo.
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