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Caribe oferece cidadania a quem adquirir imóveis na região

A instabilidade política nos EUA eleva a busca por cidadania caribenha, enquanto ilhas intensificam a supervisão dos programas de investimento.

Nadia Dyson, dona da imobiliária Luxury Locations, sorri para a câmera de pé em uma praia de Antigua (Foto: Nadia Dyson)
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  • A demanda por programas de cidadania por investimento (CBI) no Caribe aumentou devido à instabilidade política nos Estados Unidos.
  • Atualmente, setenta por cento dos compradores de imóveis na região buscam cidadania, que oferece acesso a passaportes com isenção de visto para até cento e cinquenta países.
  • Os programas de CBI permitem a aquisição de imóveis a partir de duzentos mil dólares ($ 200 mil) e oferecem benefícios como isenção de impostos sobre herança e ganho de capital.
  • Os cidadãos americanos lideram os pedidos de CBI, seguidos por solicitantes da Ucrânia, Turquia, Nigéria e China.
  • Em resposta a preocupações internacionais, os países caribenhos aumentarão a supervisão dos programas, criando órgãos reguladores e realizando auditorias regulares.

A crescente instabilidade política nos Estados Unidos tem impulsionado a demanda por programas de cidadania por investimento (CBI) no Caribe, especialmente em países como Antigua e Barbuda. Atualmente, 70% dos compradores de imóveis na região buscam não apenas uma propriedade, mas também a cidadania, que oferece acesso a passaportes com isenção de visto para até 150 países.

Os programas de CBI, disponíveis em cinco nações caribenhas, permitem que investidores adquiram imóveis a partir de US$ 200 mil (cerca de R$ 1,12 milhão). Além do acesso facilitado a países como o Reino Unido e o espaço Schengen, os compradores se beneficiam da ausência de impostos sobre herança e ganho de capital. Nadia Dyson, proprietária da imobiliária Luxury Locations, observa que a maioria dos compradores é dos EUA e que a busca por cidadania se intensificou em comparação ao ano anterior.

A consultoria Henley & Partners relata que os cidadãos americanos lideraram os pedidos de CBI no Caribe, seguidos por solicitantes da Ucrânia, Turquia, Nigéria e China. A pesquisa indica que 10 a 15% dos interessados efetivamente se relocam, enquanto a maioria vê a cidadania como uma “apólice de seguro” contra incertezas políticas.

Aumento da Supervisão

Frente a preocupações internacionais sobre a segurança e a ética dos programas de CBI, os países caribenhos se comprometeram a aumentar a supervisão. As ilhas implementaram medidas como a criação de um órgão regulador nacional e a realização de auditorias regulares. Gaston Browne, primeiro-ministro de Antigua, destacou que os recursos gerados pelos programas ajudaram a estabilizar a economia local.

Contudo, a venda de passaportes não é isenta de controvérsias. Críticos argumentam que a cidadania não deve ser tratada como uma mercadoria. Gisele Isaac, ex-presidente do Legislativo de Antigua, menciona que houve protestos contra a venda de passaportes, refletindo um sentimento de nacionalismo.

Os programas de CBI representam entre 10% e 30% do PIB das ilhas caribenhas, sendo uma fonte crucial de receita. O primeiro-ministro de Dominica, Roosevelt Skerrit, defende a transparência do programa de seu país, que já arrecadou mais de US$ 1 bilhão desde sua criação em 1993. As ilhas buscam equilibrar a necessidade de receita com a pressão internacional por maior controle e segurança nos processos de cidadania.

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