- Candidatos às eleições municipais em Portugal, Pedro Duarte e Carlos Moedas, aumentam a retórica contra a imigração irregular.
- As propostas incluem fiscalização rigorosa e cotas para imigrantes, alinhando-se à postura do governo.
- Pedro Duarte, ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, sugere equipes municipais para combater redes ilegais.
- Carlos Moedas, atual prefeito de Lisboa, propõe cotas priorizando setores como engenharia e tecnologia.
- A oposição critica as medidas, apontando que ignoram as dificuldades enfrentadas por imigrantes em situação irregular.
Os candidatos às eleições municipais em Portugal, Pedro Duarte e Carlos Moedas, intensificam a retórica contra a imigração irregular, alinhando-se à postura do governo que já implementou um pacote anti-imigração. A proposta inclui fiscalização rigorosa e cotas para imigrantes, gerando reações adversas da oposição.
Duarte, ex-ministro dos Assuntos Parlamentares, destaca em sua campanha no Porto a necessidade de um “combate firme à imigração ilegal e irregular”. Ele sugere a criação de equipes municipais para fiscalizar e combater redes ilegais. A Polícia de Segurança Pública já aumentou a fiscalização, abordando cerca de três mil pessoas no primeiro semestre de 2023.
Em Lisboa, Carlos Moedas, atual prefeito, busca a reeleição e propõe a implementação de cotas para a entrada de imigrantes, priorizando áreas como engenharia e tecnologia. Ele afirma que “as políticas de imigração têm que ser dignas, eficazes e firmes”, enfatizando a necessidade de definir quais setores precisam de mais mão de obra.
A oposição critica essas medidas, argumentando que a abordagem do governo e dos candidatos ignora as dificuldades enfrentadas por imigrantes, muitos dos quais estão em situação irregular devido ao caos na agência de imigração (AIMA). O governo já limitou o visto de procura de emprego a trabalhadores qualificados, afetando especialmente os brasileiros.
Duarte e Moedas fazem parte de coligações de centro-direita que buscam manter a linha dura em relação à imigração, refletindo uma tendência crescente de políticas mais restritivas em Portugal.
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