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Israel mantém firmeza e descarta cessar-fogo em Gaza diante de pressão internacional

Israel nega cessar-fogo em Gaza e alerta sobre crise humanitária, com uma em cada três pessoas enfrentando fome severa.

Pessoas em rua de Khan Yunis, no sul da Faixa de Gaza, após bombardeio israelense (Foto: AFP)
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  • O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rejeitou a pressão internacional por um cessar-fogo na guerra em Gaza, que já dura 22 meses.
  • Saar afirmou que encerrar o conflito enquanto o Hamas estiver no poder seria uma tragédia para ambos os lados.
  • Um relatório do IPC (Classificação Integrada da Segurança Alimentar) indica que uma em cada três pessoas em Gaza passa dias sem se alimentar, com mais de 20 mil crianças diagnosticadas com desnutrição aguda.
  • Desde julho, pelo menos 16 crianças morreram devido à fome, e a entrega de mantimentos por via aérea foi considerada insuficiente.
  • Saar reiterou que não haverá cessar-fogo enquanto o Hamas estiver no poder, e a crise humanitária em Gaza continua a se agravar.

O ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, rejeitou a crescente pressão internacional por um cessar-fogo na guerra em Gaza, que já dura 22 meses. Em coletiva, Saar afirmou que encerrar o conflito enquanto o Hamas estiver no poder seria uma “tragédia” para ambos os lados. Ele destacou que a pressão externa apenas encoraja o grupo a manter sua postura intransigente.

A situação humanitária em Gaza é alarmante, com um relatório do IPC (Classificação Integrada da Segurança Alimentar) revelando que uma em cada três pessoas na região passa dias sem se alimentar. O documento alerta que a fome atingiu níveis críticos, com mais de 20 mil crianças diagnosticadas com desnutrição aguda entre abril e julho. Desde julho, pelo menos 16 crianças morreram devido à fome.

O relatório também critica o recente lançamento aéreo de mantimentos autorizado por Israel, afirmando que essa medida é insuficiente para reverter a catástrofe humanitária. O uso de paraquedas para entrega de ajuda é considerado mais caro e menos eficaz do que os envios por via terrestre. A ONU e outras agências humanitárias têm alertado sobre o uso da fome como arma de guerra e a necessidade urgente de acesso humanitário sem restrições.

Saar reiterou que não haverá cessar-fogo enquanto o Hamas estiver no poder, considerando inaceitável a ideia de um Estado palestino sob a liderança do grupo. A crise humanitária em Gaza continua a se agravar, exigindo uma ação imediata para evitar mortes em massa na região.

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