- Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 29 de julho de 2025.
- Ele está sendo investigado por uma suposta trama golpista e rebateu críticas da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusou de omissões e contradições.
- Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em 2023, pediu perdão judicial, afirmando que sua colaboração foi essencial para as investigações sobre os eventos de 8 de janeiro.
- O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sugeriu uma redução mínima da pena, o que poderia resultar na perda do posto e patente de Cid no Exército, caso a condenação ultrapasse dois anos.
- A defesa de Cid argumenta que ele foi “traído” pela PGR e pede que o STF mantenha o acordo de delação, com a pena não ultrapassando dois anos.
O tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, apresentou suas alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira, 29. Ele está envolvido em uma investigação sobre uma suposta trama golpista e, em sua defesa, rebateu críticas da Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusou de omissões e contradições em sua colaboração.
Cid, que firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal em 2023, argumentou que sua delação foi fundamental para as investigações sobre os eventos de 8 de janeiro. Ele pediu perdão judicial, alegando que sua colaboração foi feita em um ambiente de extrema vulnerabilidade e que a PGR distorceu suas informações. A defesa sustenta que a acusação é uma violação da Constituição, ao condenar sem provas.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, criticou a colaboração de Cid, sugerindo que sua participação não justifica a conversão automática da pena em restritiva de direitos. Gonet propôs uma redução mínima da pena, o que, segundo a defesa, poderia levar Cid a perder seu posto e patente no Exército, caso a condenação ultrapasse dois anos.
A defesa de Cid argumenta que ele foi “traído” pela PGR, que utilizou sua boa-fé para construir acusações infundadas. Os advogados afirmam que a colaboração foi espontânea e que Cid nunca se insurgiu contra a validade do acordo. Eles pedem que o STF mantenha o acordo de delação, incluindo o perdão judicial, e que, em caso de condenação, a pena não ultrapasse dois anos.
O processo contra Cid e outros réus do núcleo central da trama golpista está em fase final. As alegações de Cid foram protocoladas, e as defesas dos demais réus têm 15 dias para se manifestar. A expectativa é que o caso seja julgado pela Primeira Turma do STF entre o fim de agosto e início de setembro.
Entre na conversa da comunidade