- Três suspeitos da milícia do Catiri foram presos na madrugada desta segunda-feira em Curicica.
- A operação resultou na apreensão de quatro fuzis e na detenção de um quarto homem, subchefe do grupo.
- As prisões ocorreram após um “bonde” de milicianos ser filmado em frente a policiais militares.
- Durante a abordagem, houve troca de tiros, mas os suspeitos se entregaram.
- A Polícia Civil investiga a estrutura da milícia e busca identificar outros membros envolvidos.
Três suspeitos de integrar a milícia do Catiri, na Zona Oeste do Rio, foram presos na madrugada desta segunda-feira, em Curicica. A operação resultou na apreensão de quatro fuzis e na detenção de um quarto homem, considerado o número dois do grupo paramilitar.
As prisões ocorreram após um “bonde” de milicianos ser filmado em frente a policiais militares no Catiri. As equipes da 14ª DP (Leblon) e da 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) receberam informações sobre o deslocamento dos milicianos e localizaram a residência onde estavam escondidos, na Rua William Hana. Durante a abordagem, houve troca de tiros, mas os suspeitos se entregaram.
Os detidos foram identificados como Wellington de Oliveira Francisco, Renato de Oliveira Silva e Phablo Vieira Botelho. O quarto homem, Gilmar Luiz dos Santos, conhecido como Da 12, foi preso ao tentar fugir. Ele é apontado como subchefe da milícia que atua na comunidade.
Conflitos e Conexões
A região de Curicica é dominada por uma milícia liderada por André Costa Barros, o Boto, e Claudio Cesar Rocha, ambos encarcerados em Bangu 9. O chefe em liberdade, conhecido como Shrek, é suspeito de ter ligações com o Comando Vermelho. A tensão entre as facções se intensificou desde 2023, com ataques frequentes.
No último sábado, um drone registrou um comboio de criminosos armados passando em frente a uma viatura da Polícia Militar. As imagens geraram uma investigação interna, e os policiais presentes na ocorrência serão ouvidos pela 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar. A filmagem mostra ao menos sete veículos e a presença de policiais que não abordaram os suspeitos.
A Polícia Civil continua as investigações para desmantelar a estrutura da milícia e identificar outros membros envolvidos. A situação na comunidade do Catiri, historicamente dominada por milícias, reflete a complexidade do combate ao crime organizado na região.
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