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Mulher é detida por torturar e manter sobrinha em cárcere privado no Flamengo

Tia é presa por submeter sobrinha a abusos e condições análogas à escravidão; jovem agora está sob proteção das autoridades.

As investigações foram conduzidas pela 9ª DP (Catete) (Foto: Divulgação)
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  • Uma mulher foi presa no Flamengo, acusada de submeter sua sobrinha, de 15 anos, a condições análogas à escravidão.
  • A prisão ocorreu após investigações da 9ª Delegacia de Polícia (Catete) que revelaram abusos físicos e psicológicos.
  • A adolescente, que morava com a tia desde criança, relatou agressões e restrições alimentares.
  • A tia falsificou laudos médicos para desacreditar as denúncias, alegando que a jovem tinha esquizofrenia.
  • Após a fuga da adolescente e a denúncia ao Conselho Tutelar, a tia foi acusada de tortura, cárcere privado, falsificação de documento público, racismo e redução à condição análoga à de escravo.

Uma mulher foi presa sob a acusação de submeter sua sobrinha, de 15 anos, a condições análogas à escravidão em seu apartamento, localizado no Flamengo. A prisão ocorreu na segunda-feira, 28, após investigações da 9ª DP (Catete) que revelaram um cenário de abusos físicos e psicológicos.

A adolescente, que foi morar com a tia ainda criança, enfrentou um regime de violência diária, incluindo agressões e restrições alimentares. Para tentar desacreditar as denúncias, a tia apresentou laudos médicos falsificados, alegando que a jovem sofria de esquizofrenia e inventava as agressões. Um dos documentos afirmava que o contato com a família seria prejudicial à saúde mental da menina.

Após a fuga da jovem, que se abrigou com os pais e denunciou os maus-tratos, a polícia tomou conhecimento do caso através do Conselho Tutelar. As investigações revelaram que os laudos eram forjados e que a adolescente nunca teve diagnóstico de esquizofrenia. A tia foi acusada de tortura, cárcere privado, falsificação de documento público, racismo e redução à condição análoga à de escravo.

A jovem relatou que era obrigada a realizar tarefas domésticas e, caso não cumprisse, não recebia alimentação. A prisão da tia foi um desdobramento crucial para garantir a segurança da adolescente, que agora está sob proteção das autoridades.

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