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Polícia Federal apura doação de campanha de Tarcísio por suspeita de lavagem de dinheiro

Maribel Golin, doadora de R$ 500 mil à campanha de Tarcísio de Freitas, é investigada por lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante evento para marcar um ano da privatização da Sabesp (Foto: Pablo Jacob/Governo de SP)
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  • Maribel Schmittz Golin, uma das principais doadoras da campanha de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, é investigada pela Polícia Federal por suposto envolvimento em lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital).
  • Ela doou R$ 500 mil para a campanha em 2022, sendo R$ 100 mil em agosto e R$ 400 mil em outubro.
  • A investigação, parte da Operação Mafiusi, busca desmantelar um esquema de tráfico de drogas que utiliza o porto de Paranaguá como rota para a Europa.
  • Maribel é mencionada em transações financeiras com Willian Barile Agati, membro da facção criminosa, e possui quatro empresas que movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão entre 2020 e 2022, sem funcionários registrados.
  • A Polícia Federal também investiga movimentações financeiras entre Maribel e o pastor Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, suspeitas de ocultar crimes de lavagem de dinheiro.

Uma das principais doadoras da campanha de Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, está sob investigação da Polícia Federal por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital). Maribel Schmittz Golin, pecuarista de 59 anos, doou R$ 500 mil para a campanha de Freitas em 2022 e é citada em transações financeiras com Willian Barile Agati, membro da facção criminosa.

A investigação, parte da Operação Mafiusi, busca desmantelar um esquema de tráfico de drogas que utiliza o porto de Paranaguá como rota para a Europa. Maribel é mencionada em pelo menos quatro transferências financeiras com Agati, que foi preso em janeiro e denunciado por tráfico e organização criminosa. Em nota, a assessoria de Tarcísio afirmou que ele teve mais de 600 doadores e não possui vínculo com Maribel.

Maribel Golin fez dois repasses à campanha de Tarcísio: um de R$ 100 mil em agosto e outro de R$ 400 mil em outubro de 2022. A investigação da PF revelou que ela possui quatro empresas que movimentaram mais de R$ 1,4 bilhão entre 2020 e 2022, sem funcionários registrados. As transações entre Maribel e Agati levantam suspeitas de lavagem de dinheiro, especialmente em relação a vendas de imóveis com valores discrepantes.

Além disso, a PF investiga movimentações financeiras entre Maribel e o pastor Valdemiro Santiago, da Igreja Mundial do Poder de Deus, que também são suspeitas de ocultar crimes de lavagem de dinheiro. A relação entre Maribel e Agati foi identificada a partir do rastreamento de transações financeiras ligadas ao tráfico de drogas. A Justiça continua analisando as denúncias contra Barile e outros envolvidos.

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