- A deputada federal Carla Zambelli foi presa na Itália em 29 de julho de 2025, após dois meses foragida.
- Ela estava na lista da Interpol desde junho, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por coordenar um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça.
- Zambelli se declarou “exilada política” e foi detida a pedido do ministro Alexandre de Moraes.
- O ataque hacker resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. O hacker Walter Delgatti Neto, responsável pela execução, foi condenado a oito anos e três meses.
- Zambelli também enfrenta um processo no STF por porte ilegal de arma e constrangimento, com maioria já formada para sua condenação a cinco anos e três meses de prisão.
A deputada federal Carla Zambelli foi presa na Itália nesta terça-feira, 29, após dois meses foragida. Ela estava na lista da Interpol desde junho, quando foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por coordenar um ataque hacker ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Zambelli, que se autodenominou “exilada política”, foi detida a pedido do ministro Alexandre de Moraes. A condenação se deu após a deputada ser acusada de planejar um ataque que resultou na emissão de um mandado falso de prisão contra Moraes. O hacker Walter Delgatti Neto, responsável pela execução do ataque, também recebeu uma pena de oito anos e três meses.
Consequências Legais
Além da condenação por hackerismo, Zambelli enfrenta outro processo no STF por porte ilegal de arma e constrangimento. Ela é acusada de perseguir um homem armado na véspera do segundo turno das eleições de 2022. O julgamento desse caso está suspenso devido a um pedido de vista do ministro Kassio Nunes Marques, mas já há uma maioria formada para a condenação e possível cassação do mandato da deputada.
Os ministros do STF já votaram pela condenação de Zambelli a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento. O relator do caso, Gilmar Mendes, argumentou que o uso de arma para defesa pessoal não justifica a perseguição de indivíduos em via pública, mesmo que considerados criminosos. O caso ainda aguarda a definição de uma nova data para retomar o julgamento, que está sob a responsabilidade do presidente da Corte, Luís Roberto Barroso.
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