- O ex-presidente Jair Bolsonaro enviou uma mensagem ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alertando sobre críticas na Assembleia Legislativa (Alesp) em 26 de abril de 2023.
- A conversa foi encontrada no celular de Bolsonaro, apreendido pela Polícia Federal em 3 de maio de 2023.
- Tarcísio afirmou que não percebe pressão e reafirmou seu compromisso com uma gestão técnica, dizendo que não cederá a pressões.
- Bolsonaro também compartilhou informações sobre um carregamento de armas que chegaria ao Paraná e criticou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
- Tarcísio expressou preocupação com a invasão de uma fazenda pelo MST, afirmando que a situação não vai acabar bem.
BRASÍLIA – O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enviou uma mensagem ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alertando-o sobre críticas recebidas na Assembleia Legislativa (Alesp). A conversa, ocorrida em 26 de abril de 2023, foi encontrada no celular de Bolsonaro, apreendido pela Polícia Federal (PF) em 3 de maio de 2023.
Na troca de mensagens, Bolsonaro compartilhou um link de uma reportagem que mencionava a crescente insatisfação de deputados estaduais com a gestão de Tarcísio. O governador respondeu que não percebia essa pressão e reafirmou seu compromisso com uma gestão técnica, afirmando: “Não vou ceder às pressões, sinceramente.” Tarcísio também destacou que não estava sendo cobrado e que seguiria sua linha de atuação.
Informações sobre Segurança e Críticas ao MST
Além das críticas na Alesp, Bolsonaro repassou a Tarcísio informações sobre um carregamento de armas que chegaria ao Paraná, sugerindo que ele informasse o governador Ratinho Júnior (PSD). O ex-presidente enfatizou a confiabilidade da fonte da informação. Tarcísio agradeceu pela comunicação.
A conversa também abordou a invasão de uma fazenda pela Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), onde Tarcísio expressou sua preocupação, afirmando que o movimento estava “partindo para a provocação” e que a situação “não vai acabar bem.”
A defesa de Bolsonaro não se manifestou sobre a apreensão do celular, que continha 7.268 arquivos, a maioria de diálogos de uma semana antes da apreensão. A assessoria de Tarcísio também optou por não comentar o conteúdo das mensagens.
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