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América Latina planeja grupo para monitorar recursos de crimes ambientais na Amazônia

Gafilat aprova grupo de trabalho para rastrear recursos de crimes ambientais na Amazônia, com apoio de dezoito países.

Mineração ilegal na Terra Indígena Kayapó na Amazônia (Foto: Marizilda Cruppe/Greenpeace)
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  • O Grupo de Ação Financeira da América Latina (Gafilat) deve aprovar a criação de um grupo de trabalho para a bacia Amazônica.
  • O objetivo é rastrear o dinheiro de crimes ambientais na região.
  • A proposta foi apresentada pela Colômbia e conta com o apoio de dezoito países.
  • A iniciativa surge após um estudo do Instituto Igarapé, que destaca a necessidade de cooperação internacional.
  • Os crimes ambientais movimentam entre US$ 110 bilhões e US$ 281 bilhões anualmente, sendo a terceira maior economia ilícita do mundo.

O Grupo de Ação Financeira da América Latina (Gafilat) deve aprovar, nesta quinta-feira, a criação de um grupo de trabalho voltado para a bacia Amazônica. O objetivo é rastrear o dinheiro proveniente de crimes ambientais na região. A proposta, apresentada pela Colômbia, conta com o apoio de dezoito países e está sendo discutida em uma reunião em El Salvador.

A iniciativa surge após um estudo do Instituto Igarapé, que destaca a necessidade de cooperação internacional para combater o avanço de crimes ambientais. Atualmente, muitos países da região não rastreiam a cadeia de ilícitos que se inicia antes da devastação e culmina na lavagem de dinheiro. A proposta será debatida e votada pela plenária amanhã.

Os crimes ambientais representam a terceira maior economia ilícita do mundo, movimentando entre US$ 110 bilhões e US$ 281 bilhões anualmente, conforme dados do Grupo de Ação Financeira Internacional (Gafi). O Instituto Igarapé ressalta que os sistemas de combate à lavagem de dinheiro na América Latina ainda não priorizam adequadamente esses crimes.

Um estudo anterior do Igarapé analisou 131 operações da Polícia Federal entre 2016 e 2022, revelando a atuação de grupos criminosos organizados. Esses grupos utilizam “laranjas” para registrar propriedades no Cadastro Ambiental Rural (CAR) e criam empresas fictícias para ocultar a origem de valores relacionados a crimes ambientais. A proposta de criação do grupo de trabalho é um passo importante para enfrentar essa realidade.

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