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Brics se apresenta como alternativa viável para o desenvolvimento do Brasil

Brasil não discutirá planos com os Brics nas negociações sobre tarifas dos EUA, enquanto busca soluções para mitigar impactos econômicos.

Ministra do Planejamento, Simone Tebet — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo/13-06-2024
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  • A ministra do Planejamento, Simone Tebet, afirmou que os planos do Brasil com os Brics não serão discutidos nas negociações com os Estados Unidos sobre a tarifa de 50% que incidirá sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto.
  • Durante um evento em São Paulo, ela destacou que o Brics representa uma solução para o Brasil e enfatizou a interdependência entre os países.
  • Simone ressaltou a importância de avançar em comércio e cooperação com os Brics, Europa e Mercosul, além de promover maior integração na América do Sul.
  • Em relação à tarifa sobre o etanol brasileiro, a ministra disse que a redução pode ser discutida, desde que os EUA considerem rever os subsídios ao etanol de milho.
  • O governo brasileiro planeja identificar os setores afetados pela tarifa e propor medidas de apoio, como reforço no capital de giro e prorrogação de financiamentos.

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, anunciou que os planos do Brasil com os Brics não serão discutidos nas negociações com os Estados Unidos sobre a tarifa de 50% que incidirá sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto. Durante um evento em São Paulo, ela destacou que o Brics representa uma solução para o Brasil, enfatizando a interdependência entre os países.

Simone ressaltou que o Brasil depende tanto dos Estados Unidos quanto dos países do Brics, da Europa e do Mercosul. Ela defendeu a necessidade de avançar em agendas de comércio e cooperação com esses parceiros, além de promover maior integração na América do Sul. A ministra citou a China como exemplo de aproximação com países africanos, reforçando a importância de diversificar as relações comerciais.

Em relação à tarifa sobre o etanol brasileiro, a ministra afirmou que a redução pode ser discutida, desde que os EUA também considerem rever os subsídios ao etanol de milho. Apesar das dificuldades nas negociações, especialmente devido a questões ideológicas, Simone afirmou que o governo brasileiro não pretende retaliar com aumentos de tarifas, pois isso poderia elevar a inflação interna.

O plano do governo para mitigar os impactos da tarifa americana deve ter um efeito fiscal limitado. A ministra acredita que os EUA podem retirar alguns produtos da lista de sobretaxados, o que diminuiria o impacto da medida. Após essa definição, o governo irá identificar os setores afetados e propor medidas de apoio, como reforço no capital de giro e prorrogação de financiamentos.

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