- A deputada federal Carla Zambelli foi presa em Roma, doze horas após sua captura pela Interpol, após ser condenada a dez anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
- O senador Flávio Bolsonaro comentou o caso, agradecendo ao vice-premiê italiano, enquanto outros membros da família Bolsonaro, incluindo Jair Bolsonaro, se mantiveram em silêncio.
- A estratégia de silêncio visa proteger a defesa do ex-presidente, que enfrenta investigações no STF.
- O líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, Sóstenes Cavalcante, criticou a prisão, afirmando que representa uma “ruptura institucional”.
- Eduardo Bolsonaro descreveu Zambelli como uma “vítima de perseguição política” e pediu que as autoridades italianas não a extraditem ao Brasil.
Doze horas após a prisão da deputada federal Carla Zambelli em Roma, apenas o senador Flávio Bolsonaro comentou o caso, agradecendo ao vice-premiê italiano por “dar atenção” à parlamentar. Zambelli, condenada a dez anos de prisão pelo STF por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi capturada pela Interpol após dois meses foragida.
Enquanto Flávio se manifestou, outros membros da família Bolsonaro, incluindo Jair Bolsonaro, mantiveram silêncio. Essa estratégia visa proteger a defesa do ex-presidente, que enfrenta investigações no STF. Ao ser questionado sobre Zambelli, Jair Bolsonaro desviou a conversa, indagando sobre a censura no Brasil.
A ausência de comentários de figuras como Eduardo Bolsonaro e Carlos Bolsonaro reflete uma preocupação em não fragilizar a estratégia jurídica em torno do ex-presidente. O deputado Nikolas Ferreira também não se pronunciou sobre a prisão, focando em outras agendas bolsonaristas.
Reações e Implicações
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, criticou a situação, afirmando que a prisão de Zambelli não é um caso isolado, mas um sinal de uma “ruptura institucional”. Ele convocou os parlamentares a reagirem, alertando que a omissão pode levar a uma aceitação da censura e criminalização da oposição.
Por outro lado, Eduardo Bolsonaro manifestou apoio a Zambelli, descrevendo-a como uma “vítima de perseguição política”. Ele pediu às autoridades italianas que não a extraditem ao Brasil, criticando a atuação do STF e mencionando que o ministro Alexandre de Moraes já foi sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos.
A prisão de Zambelli continua a gerar debates intensos nas redes sociais e na mídia, refletindo a polarização política atual e a divisão entre os apoiadores do ex-presidente e as autoridades judiciais brasileiras.
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