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Flip promove debate com Ilan Pappe sobre a crise em Gaza e críticas a Israel

Ilan Pappe critica a resposta militar de Israel e destaca a urgência da situação em Gaza durante sua visita ao Brasil.

O historiador israelense Ilan Pappe, um dos convidados da Flip 2025 (Foto: Narrative House/YouTube)
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  • Ilan Pappe, historiador israelense crítico do sionismo, chega ao Brasil durante a crise em Gaza, onde classifica a situação como genocídio.
  • Ele participará da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) no dia primeiro de novembro e lançará seu livro “A Maior Prisão do Mundo”.
  • Pappe afirma que a fome imposta aos palestinos e os ataques a civis são formas de genocídio.
  • O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também se referiu à situação em Gaza como genocídio, o que foi rejeitado por Israel e seus aliados.
  • Pappe, que se exilou no Reino Unido após ameaças de morte, critica a falta de coragem moral entre intelectuais israelenses e a ascensão de forças políticas extremistas em Israel.

Ilan Pappe, historiador israelense crítico do sionismo, chega ao Brasil em meio à crise em Gaza, onde descreve a situação como genocídio. Ele participará da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip 2025) e lançará seu novo livro, “A Maior Prisão do Mundo”. Pappe afirma que a fome imposta à população palestina é uma forma de genocídio, assim como os ataques a civis.

O evento da Flip ocorrerá na quarta-feira, 1º de novembro, e contará com uma mesa dedicada ao historiador, mediada pela professora Arlene Clemesha. Pappe também terá três compromissos em São Paulo para o lançamento de sua obra, programados para os dias 5 e 6 de novembro. A curadora Ana Lima Cecilio justificou o convite ao historiador, destacando sua seriedade e a necessidade de discutir a situação atual, marcada pela morte de crianças em Gaza.

Pappe, que se formou na Universidade Hebraica de Jerusalém e obteve seu doutorado em Oxford, é um dos “novos historiadores” israelenses. Sua pesquisa desafiou narrativas tradicionais sobre a fundação de Israel e a expulsão de palestinos em 1948. Em suas análises, ele critica a resposta militar de Israel ao Hamas, que, segundo ele, serve como pretexto para a destruição de Gaza.

A resposta militar israelense, que resultou na morte de milhares de palestinos, é considerada desproporcional por parte da comunidade internacional. Pappe argumenta que a destruição de infraestrutura civil não é uma necessidade militar, mas sim uma estratégia para obliterar a população palestina. Ele ressalta que a ideologia dominante em Israel desumaniza os palestinos, contribuindo para a perpetuação do conflito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se referiu à situação em Gaza como genocídio, uma acusação que Israel e seus aliados rejeitam. Recentemente, imagens de crianças palestinas desnutridas e relatos de mortes por fome têm gerado indignação global. Organizações humanitárias afirmam que Israel tem dificultado a distribuição de alimentos, enquanto o governo israelense nega essas alegações.

Pappe, que se exilou no Reino Unido após receber ameaças de morte, continua a ser uma voz isolada em Israel. Ele critica a falta de coragem moral entre intelectuais israelenses que não questionam o sionismo. O historiador acredita que a ascensão de forças políticas extremistas em Israel agrava a situação, tornando o diálogo ainda mais difícil.

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