- O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, expressou indignação pelo apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao senador Efraim Filho (União-PB) em João Pessoa.
- Lula fez essa manifestação durante uma reunião com ministros do União Brasil, convocada fora da agenda oficial.
- Ele reafirmou seu apoio ao ministro Celso Sabino (Turismo) para o Senado em 2026.
- Lula questionou as críticas feitas por membros do União Brasil que ocupam cargos no governo e anunciou uma reunião com o presidente do partido, Antonio de Rueda.
- O União Brasil decidiu formar uma federação com o Partido Progressista (PP), que planeja apoiar um candidato anti-Lula nas eleições de 2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou indignação após o apoio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ao senador Efraim Filho (União-PB), que faz parte da base aliada. O respaldo ocorreu durante um discurso em João Pessoa, onde Michelle apoiou a candidatura de Efraim ao governo da Paraíba em 2026. Lula expressou sua insatisfação em uma reunião com ministros do União Brasil, convocada fora da agenda oficial.
Durante o encontro, realizado na terça-feira, 29, Lula reafirmou seu apoio ao ministro Celso Sabino (Turismo) para o Senado em 2026. Além de Sabino, participaram da reunião os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), além da ministra Gleisi Hoffmann, responsável pela articulação política do governo.
Lula questionou o volume de críticas direcionadas ao governo por membros do União Brasil que ocupam cargos na administração. Ele anunciou que irá se reunir com o presidente do partido, Antonio de Rueda, e discutirá com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sobre as eleições de 2026 e a formação de chapas para a Casa Legislativa.
Formação da Federação
O União Brasil, que atualmente possui três ministérios no governo, decidiu formar uma federação com o PP, partido oposicionista que planeja apoiar um candidato anti-Lula nas próximas eleições presidenciais. A nova aliança, chamada União Progressista, deve ser oficializada em agosto e promete ter as maiores bancadas da Câmara e do Senado. O PP também conta com um ministro em seu quadro, André Fufuca (Esporte).
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