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PF investiga empresa com R$ 164 milhões em contratos no governo Lula

Polícia Federal investiga Renildo Lima, Helena Lima e Samir Xaud por compra de votos e fraudes, bloqueando R$ 10 milhões em contas.

Empresário Renildo Lima, marido da deputada Helena Lima (MDB-RR), foi flagrado pela PF em 2024 com dinheiro na cueca (Foto: Polícia Federal)
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  • A Polícia Federal deflagrou uma operação em 30 de julho de 2025, investigando o empresário Renildo Lima, sua esposa, a deputada Helena Lima, e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Samir Xaud.
  • As investigações apuram suspeitas de compra de votos e fraudes eleitorais.
  • A Voare Táxi Aéreo, de Renildo Lima, possui contratos com o governo federal que totalizam R$ 164 milhões.
  • Renildo Lima já havia sido preso em 2022 por envolvimento em compra de votos, quando foram encontrados R$ 500 mil em sua posse.
  • A operação resultou no bloqueio de cerca de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação nesta quarta-feira, 30, que investiga o empresário Renildo Lima, proprietário da Voare Táxi Aéreo, sua esposa, a deputada Helena Lima (MDB-RR), e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud. As investigações estão centradas em suspeitas de compra de votos e fraudes eleitorais.

Os contratos da Voare com o governo federal somam R$ 164 milhões, sendo dois com o Ministério da Saúde e três com o Ministério da Defesa. A empresa, que já teve um helicóptero envolvido em um acidente que resultou na morte de dois indígenas, tem se beneficiado de um aumento significativo em seus contratos públicos durante a gestão do presidente Lula.

Em 2022, Renildo Lima já havia sido preso por um dia após a PF encontrar R$ 500 mil em sua posse, parte do montante escondido em sua cueca, supostamente destinado à compra de votos em Roraima. A operação atual resultou em bloqueios judiciais de cerca de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

Desdobramentos da Investigação

Além de Renildo e Helena, Samir Xaud também enfrenta um processo por improbidade administrativa, relacionado a fraudes quando era diretor-geral do Hospital Geral de Roraima. O Ministério Público estadual aponta que ele e outros gestores falsificaram documentos, causando um prejuízo de R$ 1,4 milhão ao estado.

A CBF se manifestou, afirmando que a operação não está relacionada à entidade e que Xaud está “tranquilo e à disposição das autoridades”. A deputada Helena Lima e o empresário Renildo não responderam aos pedidos de comentário sobre as investigações.

A situação levanta questões sobre a relação entre contratos públicos e práticas eleitorais, especialmente em um cenário onde a Voare tem registrado recordes de faturamento com o governo federal.

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