- O governo da Rússia anunciou que o aplicativo Max, da VK Co., será a principal plataforma de mensagens do país, sob controle estatal.
- A decisão foi divulgada em trinta de julho de dois mil e vinte e cinco e faz parte da estratégia de soberania digital iniciada em dois mil e onze.
- O Max oferece recursos de mensagens, pagamentos e acesso a serviços públicos, mas não possui criptografia de ponta a ponta, facilitando o monitoramento das comunicações.
- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, impôs novas restrições a softwares de países considerados hostis, como o WhatsApp, que pode ser bloqueado.
- Desde a invasão da Ucrânia em dois mil e vinte e dois, o controle da internet no país foi intensificado, resultando em um aumento significativo de apagões de internet móvel.
A Rússia anunciou que o aplicativo Max, desenvolvido pela VK Co., será a principal plataforma de mensagens do país, sob controle estatal. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira, 30, e faz parte da estratégia de soberania digital que o governo implementa desde 2011. O Max, que oferece recursos de mensagens, pagamentos e acesso a serviços públicos, está sob influência direta do Kremlin, com a VK Co. ligada à Gazprom e acionistas próximos ao governo.
Em um movimento que reforça o controle sobre a internet, o presidente Vladimir Putin determinou novas restrições a softwares de países considerados hostis, como o WhatsApp, que pode ser bloqueado. A Rússia já proíbe plataformas como Facebook, Instagram e X, e impõe limitações ao YouTube. Desde a invasão da Ucrânia, em 2022, o governo intensificou o controle da internet, resultando em 2.591 apagões de internet móvel registrados em julho de 2025, um aumento significativo em relação aos 654 cortes em junho.
Controle Estatal e Monitoramento
O Max, que não possui criptografia de ponta a ponta, facilita o monitoramento das comunicações dos usuários, segundo a organização de defesa digital Roskomsvoboda. A infraestrutura do aplicativo é controlada pelo Estado, concentrando a atividade online em um ambiente monitorado. A maioria das ações da VK está nas mãos da MF Technologies, vinculada à Gazprom, e o CEO da VK, Vladimir Kirienko, é filho de um assessor próximo a Putin.
Desde 2011, a Rússia tem nacionalizado sua internet, aprovando leis que permitem o filtro do tráfego digital e exigem o armazenamento de dados no território nacional. Em 2023, um consórcio apoiado pelo Kremlin adquiriu a operação local do buscador Yandex. O uso do Max ainda é limitado, mas o governo espera que sua integração com serviços públicos incentive a adesão, promovendo a substituição gradual de plataformas globais por serviços controlados internamente.
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