- A Polícia Federal investiga desvios de emendas parlamentares destinadas à Associação Moriá, que recebeu R$ 7,5 milhões para um projeto educacional em Brasília.
- Um relatório da PF revelou vínculos entre o senador Izalci Lucas e Adriano Marrocos, um dos suspeitos, mas não há indícios de envolvimento direto do senador.
- A operação, chamada Korban, resultou em 16 mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens totalizando R$ 25 milhões.
- A investigação aponta que a Associação Moriá pode ter desviado R$ 13,2 milhões por meio de contratações de empresas terceirizadas e sobrepreço em produtos.
- A Associação Moriá se manifestou, afirmando que está à disposição das autoridades para esclarecer os procedimentos e condutas de seus dirigentes.
A Polícia Federal (PF) investiga desvios de emendas parlamentares destinadas à Associação Moriá, que recebeu R$ 7,5 milhões de recursos alocados pelo senador Izalci Lucas (PSDB-DF) para um projeto educacional em Brasília. O relatório da PF, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), revelou vínculos entre o senador e Adriano Marrocos, um dos suspeitos, embora não haja indícios de envolvimento direto do parlamentar.
A operação, denominada Korban, resultou em 16 mandados de busca e apreensão em Brasília e em outros três estados, além do bloqueio de bens no valor de R$ 25 milhões. A investigação aponta que a Associação Moriá pode ter desviado R$ 13,2 milhões por meio da contratação de empresas terceirizadas e sobrepreço em produtos. Marrocos, ex-presidente do Conselho Regional de Contabilidade do DF, é descrito pela PF como a “força política da Moriá”.
Relação Próxima
Os investigadores afirmam que Izalci Lucas e Adriano Marrocos têm uma relação próxima, com Marrocos participando de pelo menos dez audiências públicas ou sessões parlamentares solicitadas pelo senador nos últimos 14 anos. A PF sugere que Marrocos pode ter atuado como lobista, facilitando a destinação de recursos à entidade investigada.
A investigação revelou que cerca de 90% dos recursos recebidos pela Moriá foram repassados a empresas terceirizadas. Duas dessas empresas estão ligadas a Marrocos e sua esposa, incluindo um escritório de contabilidade e uma empresa chamada Alphatec. A PF identificou que a Moriá firmou “acordos espúrios” para inflacionar os contratos.
Resposta da Associação
A Associação Moriá se manifestou, afirmando que foi surpreendida pela operação e que está à disposição das autoridades para esclarecer os procedimentos e as condutas de seus dirigentes. A investigação continua, com a PF buscando garantir que novos desvios não ocorram.
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