- A Tanzânia proibiu estrangeiros de operar em 15 setores de pequenos negócios, incluindo turismo e transferências de dinheiro.
- A medida visa proteger o comércio local e foi apoiada por grupos como a associação de comerciantes de Kariakoo.
- O ministro do Comércio, Selemani Jafo, afirmou que a presença de estrangeiros, especialmente chineses, prejudica os comerciantes tanzanianos.
- O Quênia criticou a decisão, alegando que viola acordos da Comunidade da África Oriental (EAC) sobre a livre circulação de pessoas e comércio.
- O presidente da Comissão de Comércio da Assembleia Nacional do Quênia, Bernard Shinali, alertou para possíveis retaliações, já que muitos tanzanianos trabalham no Quênia.
A Tanzânia anunciou a proibição de estrangeiros em 15 setores de pequenos negócios, gerando reações mistas na região. A medida, que visa proteger o comércio local, inclui áreas como transferências de dinheiro, turismo e salões de beleza. O ministro do Comércio, Selemani Jafo, justificou a decisão afirmando que muitos estrangeiros, especialmente chineses, têm invadido o setor informal, prejudicando os comerciantes tanzanianos.
A nova política foi bem recebida por alguns grupos locais, como a associação de comerciantes de Kariakoo, que aplaudiu a proteção das fontes de renda nacionais. Severine Mushi, líder da associação, destacou que a decisão é um passo importante para garantir a sobrevivência dos pequenos empresários tanzanianos. No entanto, a reação no Quênia foi de descontentamento, com críticas à violação de acordos da Comunidade da África Oriental (EAC) que garantem a livre circulação de pessoas e comércio.
O presidente da Comissão de Comércio da Assembleia Nacional do Quênia, Bernard Shinali, alertou que a medida pode resultar em retaliações, já que muitos tanzanianos trabalham em setores como mineração no Quênia. Ele enfatizou que a relação entre os dois países deve ser preservada, especialmente considerando que cerca de 250 mil quenianos vivem e trabalham na Tanzânia.
A tensão entre os países não é nova. Em maio, o ministro das Relações Exteriores do Quênia, Musalia Mudavadi, expressou preocupações sobre a deportação de quenianos durante um julgamento de um líder da oposição tanzaniana. A situação atual pode complicar ainda mais as relações, especialmente com as eleições gerais na Tanzânia marcadas para outubro, onde o partido no poder, CCM, busca manter sua posição.
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