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Trump anuncia tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, mas mantém isenções para setores-chave das exportações

Medida, que entra em vigor em agosto, eleva taxas sobre diversos produtos, mas preserva isenção para aeronaves, fertilizantes, metais e itens essenciais às principais exportações do Brasil para os EUA.

Donald Trump assina o decreto que começará a valer no dia 1 de Agosto - Foto: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, somando-se a uma tarifa de 40% já existente. A medida é uma resposta a ações do governo brasileiro que, segundo os EUA, ameaçam a segurança nacional e a economia americana. Trump criticou a administração brasileira, afirmando que suas ações forçam empresas dos EUA a censurar e entregar dados sensíveis. A nova tarifa, que começa em 1º de agosto, afetará produtos como etanol, que poderá ter uma tarifa total de 52,5%. No entanto, muitos produtos estão isentos, incluindo aeronaves civis, veículos de passageiros, fertilizantes e diversos itens agrícolas e florestais. Esses produtos são importantes para as exportações do Brasil para os EUA, que em 2024 alcançaram recordes em setores como petróleo e carne bovina. Itens pessoais trazidos por passageiros e doações humanitárias também não serão afetados, assim como materiais informativos e produtos que retornam aos EUA após reparos, desde que cheguem até 5 de outubro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou um decreto nesta quarta-feira, 30 de outubro, que impõe uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A medida, que se soma a uma tarifa adicional de 40% já existente, foi justificada como uma resposta a ações do governo brasileiro que, segundo a Casa Branca, representam uma ameaça à segurança nacional e à economia dos EUA.

O decreto afeta diretamente as políticas do Brasil, especialmente sob a liderança do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, que têm gerado preocupações sobre perseguições políticas e violações de direitos humanos.

Trump criticou diretamente a administração brasileira, alegando que as ações do governo têm coagiado empresas americanas a censurar discursos e a entregar dados sensíveis. A nova tarifa, que entra em vigor a partir de 1º de agosto, afetará produtos como etanol, que já enfrentava uma tarifa de 2,5% e agora poderá chegar a 52,5%.

Confira os produtos que ficarão isentos de taxas

A nova tarifa adicional não se aplica a uma ampla variedade de itens, entre eles todas as aeronaves civis, seus motores, peças, subconjuntos e simuladores de voo, abrangendo componentes como tubos, mangueiras, sistemas elétricos, pneus e estruturas metálicas. Também estão fora da alíquota veículos de passageiros como sedans, SUVs, minivans, vans de carga e caminhões leves, assim como suas respectivas peças e componentes. Fertilizantes amplamente utilizados na agricultura brasileira permanecem isentos, junto de diversos produtos agrícolas e florestais, como castanha-do-brasil, suco e polpa de laranja, madeira tropical, mica bruta, fios de sisal e polpa de madeira.

Produtos industriais derivados de ferro, aço, alumínio e cobre também seguem fora da medida, incluindo itens semiacabados e componentes específicos. A isenção se estende a minerais e metais como silício, ferro-gusa, alumina, estanho, ouro, prata, ferroníquel, ferronióbio e produtos obtidos da redução direta do minério de ferro. Na área energética, a tarifa não incide sobre carvão, gás natural, petróleo e derivados como querosene, óleos lubrificantes, parafina, betume, coque de petróleo, misturas betuminosas e até mesmo energia elétrica.

Esses produtos, que continuam isentos da tarifa adicional, estão entre as principais fontes de exportação do Brasil para os Estados Unidos. Em 2024, as vendas brasileiras para o mercado americano atingiram recordes, com destaque para setores como petróleo, aeronaves da Embraer, café, carne bovina e celulose. A manutenção dessas isenções é essencial para preservar o fluxo comercial entre os dois países, garantindo estabilidade e continuidade nas negociações.

Itens de uso pessoal trazidos por passageiros em sua bagagem também não são afetados, assim como doações de alimentos, roupas e remédios destinados a fins humanitários, exceto quando houver risco à segurança nacional. A regra abrange ainda materiais informativos como livros, CDs, filmes, pôsteres e conteúdos jornalísticos. Estão isentos ainda artigos que retornam aos Estados Unidos após terem sido exportados para reparos ou modificações, desde que sigam certas condições, e produtos que já estavam em trânsito antes da nova ordem, contanto que cheguem ao país até 5 de outubro.

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