- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um tarifaço que oferece alívio temporário ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
- A medida reduz a sobretaxação, mas exige um plano de contingência para controlar custos fiscais e a oferta de crédito pelos bancos públicos.
- Lula orientou seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a buscarem mais exceções para produtos como frutas e café.
- O governo brasileiro evita retaliações contra os Estados Unidos para não agravar a relação com Trump, enquanto novas sanções são discutidas em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
- Pesquisas indicam que a aprovação da gestão de Lula está em 50,3%, e ele venceria todos os adversários em cenários de segundo turno nas eleições de 2026.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, formalizou um tarifaço que traz alívio temporário ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A medida, embora reduza o impacto da sobretaxação, requer um plano de contingência que minimize custos fiscais e a oferta de crédito pelos bancos públicos. Lula orientou seu vice, Geraldo Alckmin, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a intensificarem as negociações para incluir mais exceções, especialmente para produtos como frutas e café.
Apesar do alívio momentâneo, o governo brasileiro permanece cauteloso. Técnicos afirmam que retaliações contra os Estados Unidos estão fora de cogitação, pois isso poderia agravar a relação com Trump. A situação política continua tensa, com a possibilidade de novas sanções sendo discutidas, especialmente em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O temor é que as sanções direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, sejam ampliadas para outros membros do Judiciário e do Legislativo.
Cenário Político e Popularidade
As expectativas em torno de novas sanções de Trump aumentam à medida que se aproxima o julgamento de Bolsonaro. No entanto, auxiliares de Lula acreditam que eventuais medidas adversas podem, paradoxalmente, elevar a popularidade do presidente. Recentes pesquisas de opinião indicam que 50,3% dos brasileiros aprovam a gestão de Lula, enquanto 49,7% desaprovam, marcando a primeira vez desde novembro de 2024 que a aprovação supera a desaprovação.
Além disso, a pesquisa realizada pelo instituto AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revela que, se as eleições de 2026 ocorressem hoje, Lula venceria todos os adversários em cenários de segundo turno. Um aliado do presidente destacou que, com uma aprovação acima de 50%, Lula se tornaria um candidato à reeleição ainda mais forte e competitivo.
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