- O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, foi mencionado em um áudio relacionado a um suposto esquema de compra de votos em Roraima.
- A investigação, parte da Operação Caixa Preta da Polícia Federal, começou após a apreensão de R$ 500 mil com o empresário Renildo Lima.
- A Justiça Eleitoral arquivou a investigação contra Xaud, alegando a falta de elementos concretos que o ligassem ao esquema.
- O Ministério Público se opôs à inclusão de Xaud, argumentando que menções em conversas não justificam buscas domiciliares.
- A operação continua em relação a Renildo Lima e à deputada federal Helena da Asatur, que permanecem sob investigação por corrupção eleitoral.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, foi alvo da Operação Caixa Preta da Polícia Federal devido a um áudio que o menciona em um suposto esquema de compra de votos em Roraima. A investigação, que começou após a apreensão de R$ 500 mil com o empresário Renildo Lima, resultou em buscas na sede da CBF e na residência de Xaud, mas nada foi apreendido.
A Justiça Eleitoral arquivou a investigação contra Xaud, afirmando que não há elementos concretos que o vinculem ao esquema. O Ministério Público se opôs à inclusão de Xaud, destacando que a simples menção em conversas não justifica medidas invasivas, como buscas domiciliares. O juiz Ângelo Augusto Mendes autorizou as buscas com base no áudio de Lima, que sugere que Xaud poderia ajudar na captação de votos.
Desdobramentos da Operação
O áudio interceptado pela PF revela que Lima, que é casado com a deputada federal Helena da Asatur, mencionou que Xaud, que recebeu 5.000 votos em sua candidatura a deputado federal em 2022, poderia garantir pelo menos 500 votos para o grupo político. A operação continua em relação a Lima e Helena, que permanecem sob investigação por supostas práticas de corrupção eleitoral.
A assessoria da CBF afirmou que a operação não tem relação com a confederação e que Xaud permanece à disposição das autoridades. Por sua vez, a deputada Helena expressou surpresa com a operação e questionou a falta de fatos concretos que justificassem as medidas. A situação levanta preocupações sobre o uso de cargos públicos para fins eleitorais e a integridade do processo democrático em Roraima.
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