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Minério brasileiro é destaque em nova disputa internacional por recursos naturais

Brasil busca fortalecer sua posição na produção de minerais críticos enquanto enfrenta tarifas dos EUA e pressões geopolíticas internacionais

Silveira defende uma política mineral alinhada aos compromissos de descarbonização e soberania nacional. Jungmann aponta gargalos para a expansão do setor no País – Imagem: Acervo/Ibram, Tauan Alencar/MME e Leo Lara/CBMM
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  • O governo dos Estados Unidos, sob Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, desconsiderando tentativas de diálogo do Brasil.
  • O foco dos EUA está nos minerais críticos e estratégicos, essenciais para indústrias como a bélica e de tecnologia.
  • O Brasil está desenvolvendo uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, com o objetivo de aumentar a produção e garantir a sustentabilidade.
  • O Ministério de Minas e Energia finaliza a proposta, que deve ser apresentada até o final de 2025.
  • O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) anunciaram investimentos de R$ 5 bilhões em projetos relacionados a minerais críticos.

O governo dos EUA, sob a liderança de Donald Trump, impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, ignorando tentativas de diálogo do Brasil. O foco do governo americano está nos minerais críticos e estratégicos (MCEs), essenciais para indústrias como a bélica e de tecnologia.

O Brasil, por sua vez, está desenvolvendo uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. Essa iniciativa visa aumentar a produção e garantir a sustentabilidade em meio a pressões geopolíticas dos EUA e da China. O Ministério de Minas e Energia está finalizando a proposta, que deve ser apresentada até o final de 2025.

O encarregado de negócios da embaixada dos EUA, Gabriel Escobar, manifestou interesse em discutir o acesso às reservas de MCEs brasileiras. O Brasil possui algumas das maiores reservas mundiais de níquel, lítio e nióbio, o que o torna um player estratégico na corrida por recursos minerais. O ministro Alexandre Silveira destacou que a nova política busca alinhar a produção mineral com compromissos de descarbonização e soberania industrial.

Entretanto, especialistas alertam que o Brasil precisa de uma política mais robusta para regular a exploração de MCEs. O professor Ronaldo Carmona enfatiza a importância de uma estratégia nacional que considere os MCEs como um fator de alavancagem para os interesses do país. Ele sugere que as licenças de exploração devem estar vinculadas à introdução de tecnologias que agreguem valor.

A proposta de política mineral está em discussão na Câmara dos Deputados, com o relator Arnaldo Jardim prometendo apresentar seu parecer em breve. O ex-ministro Raul Jungmann, presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), ressalta a necessidade de uma política pública abrangente para a produção e beneficiamento de MCEs.

Além disso, o BNDES e a Finep anunciaram investimentos de 5 bilhões de reais em projetos relacionados a MCEs, com foco em terras-raras, lítio e grafite. A transição para uma economia de baixo carbono e a crescente demanda global por MCEs colocam o Brasil em uma posição estratégica, mas a sustentabilidade da produção ainda é uma preocupação, especialmente em áreas sensíveis como Terras Indígenas.

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