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Câmara confirma perda de mandato de sete deputados após decisão do STF

Decisão do STF provoca perda de mandatos de sete deputados e gera protestos, incluindo greves de fome na Câmara dos Deputados

Deputados na sessão do Plenário da Câmara - 16/07/2025 (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados/Divulgação)
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  • Sete deputados federais perderam seus mandatos após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as sobras eleitorais.
  • A mudança, anunciada em 30 de junho de 2024, foi aplicada retroativamente às eleições de 2022.
  • Os deputados afetados são Augusto Puppio (MDB-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO) e Lebrão (União Brasil-RO).
  • A decisão gerou protestos, incluindo greves de fome por parte de alguns ex-parlamentares.
  • A nova regra estabelece que apenas partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral e candidatos com 20% desse limite podem concorrer às sobras.

Sete deputados federais perderam seus mandatos após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revisou as regras das sobras eleitorais. A mudança, anunciada na quarta-feira, 30 de junho, gerou protestos, incluindo greves de fome por parte dos ex-parlamentares afetados.

As sobras eleitorais são os votos remanescentes após a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados. A reforma eleitoral de 2021 estabeleceu que apenas partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral e candidatos com 20% desse limite poderiam concorrer a essas vagas. Contudo, em junho de 2024, o STF decidiu que essa regra seria retroativa, aplicando-se também às eleições de 2022.

Os deputados que perderam seus mandatos incluem Augusto Puppio (MDB-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO) e Lebrão (União Brasil-RO). Com a saída deles, novos deputados assumirão, como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aline Gurgel (Republicanos-AP).

Reações e Protestos

A decisão do STF provocou reações intensas entre os ex-deputados. Alguns, como Sílvia Waiãpi e Sonize Barbosa, anunciaram que entrarão em greve de fome em protesto contra a perda de seus mandatos. A manifestação está prevista para ocorrer dentro da Câmara dos Deputados, mas ainda não começou.

A mudança nas regras das sobras eleitorais foi motivada por uma interpretação do STF que considerou as barreiras anteriores injustas. A decisão foi tomada em resposta a recursos apresentados por partidos como PSB, Rede e Podemos, que argumentaram que a modulação dos efeitos da decisão deveria ser aplicada a partir de 2026, mas o STF decidiu de forma diferente.

A nova composição da Câmara dos Deputados, resultante dessa decisão, terá implicações significativas para a política brasileira, refletindo a instabilidade e as tensões geradas pela recente revisão das regras eleitorais.

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