- Sete deputados federais perderam seus mandatos após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as sobras eleitorais.
- A mudança, anunciada em 30 de junho de 2024, foi aplicada retroativamente às eleições de 2022.
- Os deputados afetados são Augusto Puppio (MDB-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO) e Lebrão (União Brasil-RO).
- A decisão gerou protestos, incluindo greves de fome por parte de alguns ex-parlamentares.
- A nova regra estabelece que apenas partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral e candidatos com 20% desse limite podem concorrer às sobras.
Sete deputados federais perderam seus mandatos após uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que revisou as regras das sobras eleitorais. A mudança, anunciada na quarta-feira, 30 de junho, gerou protestos, incluindo greves de fome por parte dos ex-parlamentares afetados.
As sobras eleitorais são os votos remanescentes após a distribuição das cadeiras na Câmara dos Deputados. A reforma eleitoral de 2021 estabeleceu que apenas partidos com pelo menos 80% do quociente eleitoral e candidatos com 20% desse limite poderiam concorrer a essas vagas. Contudo, em junho de 2024, o STF decidiu que essa regra seria retroativa, aplicando-se também às eleições de 2022.
Os deputados que perderam seus mandatos incluem Augusto Puppio (MDB-AP), Professora Goreth (PDT-AP), Sonize Barbosa (PL-AP), Sílvia Waiãpi (PL-AP), Gilvan Máximo (Republicanos-DF), Lázaro Botelho (PP-TO) e Lebrão (União Brasil-RO). Com a saída deles, novos deputados assumirão, como Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Aline Gurgel (Republicanos-AP).
Reações e Protestos
A decisão do STF provocou reações intensas entre os ex-deputados. Alguns, como Sílvia Waiãpi e Sonize Barbosa, anunciaram que entrarão em greve de fome em protesto contra a perda de seus mandatos. A manifestação está prevista para ocorrer dentro da Câmara dos Deputados, mas ainda não começou.
A mudança nas regras das sobras eleitorais foi motivada por uma interpretação do STF que considerou as barreiras anteriores injustas. A decisão foi tomada em resposta a recursos apresentados por partidos como PSB, Rede e Podemos, que argumentaram que a modulação dos efeitos da decisão deveria ser aplicada a partir de 2026, mas o STF decidiu de forma diferente.
A nova composição da Câmara dos Deputados, resultante dessa decisão, terá implicações significativas para a política brasileira, refletindo a instabilidade e as tensões geradas pela recente revisão das regras eleitorais.
Entre na conversa da comunidade