- A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu a repatriação imediata de trinta mexicanos detidos em um centro de imigração na Flórida.
- O centro, chamado de “Alcatraz dos jacarés”, está localizado a sessenta e quatro quilômetros de Miami e enfrenta denúncias de superlotação e condições sanitárias inadequadas.
- Sheinbaum afirmou que a detenção é contrária às leis americanas e que não há justificativa para a permanência dos mexicanos nesse local.
- O cônsul mexicano em Miami, Rutilio Escandón, relatou que os detidos enfrentam dificuldades, como banhos a cada três dias e variações extremas de temperatura.
- A construção do centro, que custará cerca de quatrocentos e cinquenta milhões de dólares por ano, gerou críticas à política migratória do governo dos Estados Unidos.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, exigiu a repatriação imediata de 30 mexicanos detidos em um centro de imigração na Flórida, conhecido como “Alcatraz dos jacarés”. O local, situado a cerca de 64 quilômetros de Miami, enfrenta denúncias de superlotação e condições sanitárias precárias.
Em coletiva de imprensa, Sheinbaum afirmou que foi enviada uma nota às autoridades dos EUA solicitando a repatriação de qualquer mexicano que entre nesse centro. “Eles não têm motivo para estar nesses centros”, declarou, ressaltando que a detenção é contrária às leis americanas. O centro, inaugurado recentemente, tem capacidade para até 5 mil leitos, mas enfrenta críticas por suas condições.
O cônsul mexicano em Miami, Rutilio Escandón, visitou o centro e relatou que muitos detidos enfrentam dificuldades, como banhos a cada três dias e variações extremas de temperatura. “O tratamento dos nossos compatriotas é profundamente doloroso”, disse Sheinbaum, referindo-se às operações do governo americano.
A construção do centro gerou indignação entre críticos da política migratória de Donald Trump, que a consideram desumana. Ambientalistas também protestam, alertando para os riscos que a instalação representa para a reserva dos Everglades, um ecossistema sensível. A Casa Branca defende que o local é necessário para deter migrantes com antecedentes criminais, embora muitos detidos não tenham acusações formais.
A situação no centro, que custará cerca de US$ 450 milhões por ano, levanta preocupações sobre a saúde e o bem-estar dos migrantes, além de impactar a preservação ambiental da região.
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