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EUA discutem permanência de lei que facilita devolução de arte nazista, museus reagem

Senadores buscam garantir justiça para vítimas do Holocausto ao eliminar defesas legais de museus sobre obras de arte roubadas

Congresso dos EUA em Washington (Foto: Eric Lee/The New York Times)
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  • Um projeto bipartidário no Senado dos Estados Unidos busca fortalecer a Lei HEAR, que permite a reivindicação de obras de arte roubadas por vítimas do Holocausto e seus herdeiros.
  • A proposta proíbe o uso do tempo decorrido como defesa legal, o que gerou resistência entre museus.
  • A Lei HEAR, que expira em 2026, permite ações judiciais até seis anos após a descoberta da localização das obras.
  • O projeto é apoiado pelos senadores John Cornyn e Richard Blumenthal, e visa garantir que as reivindicações sejam avaliadas com base no mérito.
  • A Associação de Diretores de Museus Americanos e o Metropolitan Museum of Art se opõem à proposta, defendendo a manutenção da possibilidade de defesa com base na prescrição.

Um novo projeto bipartidário no Senado dos Estados Unidos busca fortalecer a Lei HEAR, que desde 2016 permite que vítimas do Holocausto e seus herdeiros reivindiquem obras de arte roubadas. A proposta visa proibir o uso do tempo decorrido como defesa legal, o que gerou resistência entre grandes museus.

A Lei HEAR, que expira em 2026, estabelece que herdeiros podem entrar com ações judiciais até seis anos após descobrirem a localização de obras de arte. Desde sua aprovação, a legislação já possibilitou a devolução de obras de alto valor, como as do pintor Egon Schiele. No entanto, algumas decisões judiciais têm limitado seu alcance, permitindo que museus argumentem que a passagem do tempo prejudica sua defesa.

O novo projeto, apoiado pelos senadores John Cornyn (republicano, Texas) e Richard Blumenthal (democrata, Connecticut), busca garantir que as reivindicações sejam avaliadas com base no mérito, sem barreiras processuais. A senadora Marsha Blackburn (republicana, Tennessee) destacou que centenas de milhares de obras de arte foram confiscadas e que os sobreviventes não devem ser impedidos de recuperá-las.

Por outro lado, a Associação de Diretores de Museus Americanos se opõe à proposta, argumentando que a eliminação das defesas baseadas na prescrição pode dificultar a defesa de suas posses. A entidade defende uma extensão de cinco anos da lei atual, permitindo uma avaliação mais eficaz de sua aplicação.

O Metropolitan Museum of Art também expressou preocupações, solicitando que a proposta mantenha a possibilidade de defesa com base na prescrição. A Lei HEAR já foi utilizada com sucesso em casos como o de Fritz Grunbaum, mas decisões recentes têm gerado incertezas sobre seu futuro. Legisladores que apoiam a nova proposta afirmam que ela reafirma o compromisso do Congresso em garantir justiça para as vítimas do Holocausto.

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