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Moraes defende soberania nacional com referências a Machado de Assis e Lincoln

Ministro Alexandre de Moraes defende soberania nacional e afirma que STF não se deixará intimidar por pressões externas durante julgamento de Bolsonaro

Ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes discursou na sessão de reabertura dos trabalhos do Judiciário depois do recesso do meio do ano. (Foto: Wilton Junior/Estadão)
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  • O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, defendeu a soberania nacional após sanções financeiras impostas pelos Estados Unidos.
  • Durante uma sessão no STF, Moraes criticou as sanções que visam interferir no julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado.
  • O ministro afirmou que o STF não se deixará intimidar por pressões externas e que os responsáveis pela tentativa de golpe serão julgados ainda neste semestre.
  • Moraes destacou a robustez das instituições brasileiras e chamou ações de grupos contrários ao país de covardes e traiçoeiras.
  • Ele reafirmou que a independência do Judiciário deve ser defendida sem aceitar coações ou tentativas de desestabilização.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, se manifestou nesta sexta-feira, 1º, em defesa da soberania nacional, após ser alvo de sanções financeiras do governo dos Estados Unidos. Durante uma sessão no STF, Moraes citou Machado de Assis e Abraham Lincoln para enfatizar a força das instituições brasileiras e a importância da independência judicial.

Moraes criticou as sanções impostas a agentes públicos brasileiros, que visam interferir no julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado. O ministro afirmou que o STF não se deixará intimidar por pressões externas e que os responsáveis pela tentativa de golpe serão julgados ainda neste semestre.

Em seu discurso, Moraes destacou que as instituições do Brasil são robustas e que a coragem institucional é fundamental para a defesa da soberania. Ele se referiu a uma “organização miliciana” que atua contra o país e suas autoridades, chamando suas ações de covardes e traiçoeiras. O ministro garantiu que o STF não se acovardará diante de ameaças e que a justiça será feita.

Moraes reafirmou que os quatro núcleos denunciados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na ação golpista, incluindo Jair Bolsonaro, serão responsabilizados. Ele enfatizou que a independência do Judiciário é um princípio que deve ser defendido com firmeza, sem aceitar coações ou tentativas de desestabilização.

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